BRAINDEAD Timothy Balme

Morte cerebral (Braindead, 1992)

Senhor dos anéis, King Kong, Hobbit. Peter Jackson é já um realizador perfeitamente estabelecido neste género de filmes. Numa altura em que o próximo Hobbit está para breve, nada melhor que revisitar alguns dos filmes deste realizador.

Quem pensa em Hobbit pensa em efeitos especiais, em aventura, em fantasia. Porém, no início não havia dinheiro, nem adaptações literárias de livros de culto. O que existiam eram filmes Trashy, com elementos Gore e muita, muita imaginação.

“Morte Cerebral” de 1992 (galardoado no fastasporto) é um filme altamente recomendável, mas sem “my precious”, ou hobbits. Antes, sangue, cenas de morte nojentas e orelhas em sopas.

Por isso, esta não é uma obra recomendável a estômagos mais sensíveis. No entanto, quem aprecie orelhas de porco guisadas, ou tripas à moda do Porto, irá sair com apetite.

A história nasce quando uma mãe demasiado protectora (Elizabeth Moody), espia o seu filho Lionel (Timothy Balme) num encontro no Zoo com Paquita (Diana Peñalver). Tudo começa a correr mal quando a mãe de Lionel é mordida por um macaco bastante raro. A mordida tem o condão de transformar pessoas em zombies amantes de carne humana, o que acaba por ser chato, principalmente na hora das refeições.

O ambiente cómico/nojento, está presente durante toda a narrativa e a dúvida é saber se se quer vomitar ou rir, talvez por vezes se façam ambas as coisas.

A banda sonora é estranha e por isso, coaduna-se com o filme, combinando com a realização de Peter Jackson, que filma Morte Cerebral de uma forma muito interessante, sentindo-se em casa neste género menos ortodoxo.

Por tudo isto, numa altura em que se usa e abusa dos orçamentos e se duvida do talento das pessoas na ausência de fundos. É interessante revisitar as origens e procurar saber se o talento, pelo menos, já esteve lá.

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