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Córtex 2013 – Balanço do Festival de Curtas-Metragens

Entre quinta e domingo (hoje), os colheranos deslocaram-se ao festival de curtas-metragens, Cortex. Nos próximos dias ficarão a conhecer as escolhas (com critica e fotografia sexy) da colher escura. Por agora, é tempo de balanço.

O que melhor poderia descrever estes 4 dias de festival é esforço e qualidade. No primeiro dia, foi feita uma homenagem ao grande João Cesar Monteiro. Com a casa cheia, fomos presenteados com 9 curtas. Entre as quais, destacar a obra (entre a biografia e a poesia) de Sophia de Mello Breyner Andersen, passando pelos bigodes femininos em A mãe, finalizando com as mamas joviais de Alexandra Lencastre, em Conserva Inacabada.

Após dez anos da sua morte (data que passou sem que nada fosse feito), coube ao Cortex prestar a devida homenagem a este grande realizador, sempre a favor da arte e contra o sistema. Citando JCM, “os críticos que se lixem” (ele não usou “lixem”, mas a colher não pactua com vernáculo).

Ao segundo dia, começou a competição nacional. Destaque para a obra de um realizador muito promissor, Luís Costa. A curta chama-se Fontelonga (crítica em breve) e é servida em tons de preto e branco, falando da importância da memória.

No último dia de competição, o que se viu foi mais do mesmo. Sendo que neste caso, isso é bom sinal, porque significa qualidade. De destacar O Facínora (de Paulo Abreu). Uma obra que homenageia os filmes mudos, contando a história através da banda sonora (excelente composição de Legendary Tigerman). Porém, a surpresa veio pela parte de José Magro e a sua curta documental Teles (Crítica em breve). Certo é que quem levou os prémios todos foi outro doc-curta, Primária, realizado por Hugo Pedro. Esta curta traz-nos memórias do nosso quarto ano. A história centra-se no último período desse ano, na altura de transição para o quinto.

Finalmente, o dia de fecho do festival começou com a competição internacional. Destaque para a curta Aquel no era yo (crítica em breve). Esta produção espanhola foi feita como mandam os manuais, sendo o seu resultado muito bom. No entanto quem ganhou o prémio foi outra, Le Maillot de Bain (Mathilde Baylet). Aqui, a narrativa foca Romi, um rapazinho sem uma figura paterna, que procura um pai. Como não consegue, rouba uns calções de um pai, mas de outra pessoa.

Estando todos os filmes apresentados, foi altura de fazer o balanço. Em primeiro lugar, mais festivais destes é o que se precisa. É positivo, porque em primeiro lugar, descentraliza para fora de lisboa este género de mostras, neste caso para a bela cidade de Sintra. Depois, em vez de apostar em estreias, selecciona as melhores curtas que já percorreram outros festivais, salvaguardando o público de muita tainha que passa por bacalhau. Finalmente, é de valorizar festivais que apoiem os novos valores emergentes em Portugal.

Lista de vencedores:

Competição nacional: Primária (Hugo Pedro)

Prémio Público: Primária

Prémio Internacional: Le Maillot de Bain (Mathilde Baylet)

Menção Honrosa: Rhoma Acans (Leonor Teles)

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