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Amigos Improváveis (Intouchables, 2011)

Este filme, de origem francesa, foi para muitos uma surpresa quando – em 2011 – despoletou um imenso feedback positivo por críticos, [ditos] especialistas e profissionais do meio. Apesar do preconceito existente em relação ao cinema fora da esfera “Hollywoodesca”, de vez em quando surge algo que não é possível evitar ver, ou por esperança de que seja mesmo bom, ou para poder falar mal à vontade e mandar abaixo toda a onda de suporte que se faz sentir.

Intouchables conta uma história fresca, saudável, sem tretas pelo meio. Aliás, pode-se dizer que a “falta de tretas” é o que define estes 112 minutos: Philippe (François Cluzet) é um homem rico e culto que, como consequência de um acidente, ficou tetraplégico. Driss (Omar Sy) é um jovem adulto negro, de origem senegalesa, que vive com a sua família adoptiva nos subúrbios franceses. Devido à política “nada de tretas” que uma personagem tetraplégica com pouca tolerância à sua situação (e, consequentemente, muita frustração) emprega, forma-se, primeiro, uma relação profissional, e, depois, através de uma rápida evolução, uma relação de amizade. Esta amizade tem muito de previsível e cliché, mas a execução em si é surpreendente, diferente e com um timbre sincero, em que duas personagens carismáticas se juntam e crescem para serem um duo ainda mais carismático e forte até que no fim se tornam untouchables.

O desempenho dos actores é excelente, a colocação das vozes, as expressões, os movimentos, a química que há entre as duas personagens principais: tudo vai de encontro ao tom desta obra, que conjuga na perfeição comédia, drama e reflexão. A música é algo sempre presente, muito bem escolhida para cada cena, capaz de guiar o expectador pelas emoções do filme, que oscilam permanentemente.

 Veredicto: O filme é excelente. Para quem quiser aceitar o risco de ultrapassar as questões de ser francês ou seja qual for a questão que possa ter, não se vai arrepender. Claro que há aspectos menos positivos que se podiam apontar no filme, mas “deixemo-nos de tretas”, o filme é mesmo bom.

 

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