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Festival Rocky de Terror (The Rocky Horror Picture Show, 1975)

Porque Outubro é o mês do Halloween, e para que os leitores comecem a entrar no espírito, esta crítica serve como uma sugestão para a presente altura do ano. Infelizmente, a tarefa revela-se mais difícil do que inicialmente prevista, pois muitas ideais, relacionadas com o tema, vão surgindo. Qual seria a melhor opção para falar sobre o Halloween? Um anime? Um filme indie que só seis pessoas viram? Um filme do Tim Burton? Ou o típico slasher?

Depois de muita ponderação, a escolha ideal é Rocky Horror Picture Show, ou em português o Festival Rocky de Terror. Esta obra é por definição um filme de culto. Realizado em 1975, é uma experiência cinematográficas deliciosamente estranha. A história foca-se em Brad (Barry Bostwick) e Janet (Susan Sarandon) e os estranhos eventos que eles vivenciaram no castelo de Frank-N-Furte, contados segundo a perspetiva dum criminologista (Charles Gray). Frank-N-Furte trata-se de um cientista travesti alien (como é óbvio!), interpretado pelo carismático Tim Curry. Como ele próprio diz, “I can make you a man!”, que é exactamente o que ele faz. Criando assim um homem, ao qual é dado o nome de Rocky (Peter Hinwood), em homenagem ao Dr. Frankenstein.

Outas personagens do filme são Magenta (Patricia Quinn) e Riff-Raff (Richard O’Brien) dois irmãos e serventes de Frank, Columbia (Nell Campbell) e Dr. Everett V. Scott (Jonathan Adams), um cientista rival de Frank e tio de Eddy. Este elenco – consideravelmente pequeno – é o suficiente para pôr em andamento os eventos, que levam ao estrondoso clímax.

Um dos temas deste filme é a sexualidade e um espírito de love your neighbor muito característico dos anos setenta. Tim Curry “pinoca” toda a gente, incluindo Meat Loaf (Eddy), o qual faz a sua estreia no grande ecrã. Uma característica que torna esta película única é que, apesar da horripilante evolução da narrativa, trata-se de um musical (adaptação da Brodway) com músicas divertidas e alegres, ficando na cabeça de quem vê, até muito depois de a obra ter acabado.

Veredicto: Trata-se dum filme irreverente, que deixará qualquer pessoa com um sorriso desconfortável, no desenrolar da trama. Sendo assim, é uma sugestão diferente para todos aqueles que procuram uma alternativa ao típico slasher.

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