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Mulher Violada (I Spit On Your Grave, 1978)

Em época de Halloween, nada melhor que um filme em que uma menina bonita faz mal a bandalhos asquerosos, isto com muito sangue à mistura.

Em I spit on your grave – que recentemente teve direito a um remake – Jennifer Hills (Camile Keaton), é uma escritora que vai para uma casa no meio do campo escrever.

Tudo corria bem se naquela cidade não vivessem 4 campónios (cujos pais com certeza são irmãos directos), que claramente nunca tinham visto uma mulher com mais do que o 4º ano de escolaridade.

Assim, o que decidem fazer é violá-la, numa cena altamente repulsiva. Nesse momento, Jennifer decide envergar por uma vingança “Quentin Tarantiniana”,que fará todos os espectadores com testículos, contorcerem-se de impressão.

A história é algo simples, e passa-se em ritmo lento, por vezes muito lento. O facto de não ser acompanhada de banda sonora, em conjunto com o realismo das cenas, faz com que esta obra seja tão real quanto macabra.

Meir Zarchi realizou I Spit On Your Grave de forma simples, quase amadora, fazendo funcionar as situações pela aproximação à realidade.

Isto na primeira metade. Quando começa a vingança, a obra torna-se mais imaginativa e com um terror mais típico do género. Esta é a parte que entretém mais quem vê, isto porque o que ela faz aos pacóvios da vila, é tão surpreendente quanto merecido.

Destaque principal para a actriz Camille Keaton, que segura e amarra a narrativa. Ela consegue ser super sedutora, e ao mesmo tempo fazer transparecer a dor que a situação suscita.

Veredicto: O filme é algo quadrado, devido à história. No entanto, o híper realismo e a ausência da banda sonora acrescentam mais cinco quadrados á figura inicial, fazendo um cubo. Porém, ao vermos filmes dos anos 70, uma questão levanta-se: Porque raio é que os rapazes usavam cabelo do Jorge Jesus em cima e as moças em baixo? Modas.

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