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Kick-Ass 2: Agora é a Doer (Kick-Ass 2, 2013)

Tornar um filme que divide a crítica em relevante, nem sempre é fácil. Muitas vezes as críticas tornam-se injustas, quando um filme foge aos padrões Hollywoodescos. Algo que seja demasiado politicamente incorrecto e procure chocar, dificilmente conseguirá consenso. O primeiro “Kick-ass” por fugir tanto a uma norma, gerou ódios e paixões. Fazer uma sequela de uma obra assim, pode ser pernicioso. O perigo depende se o objectivo do filme é lucrar, ou procurar continuar algo que ficou por contar. Kick-ass 2 procura ser tão ultrajante e politicamente incorrecto (no bom sentido) como o primeiro, mas o facto de já não ser novidade, prejudica.

Neste novo capitulo, três histórias desenvolvem-se em paralelo. Dave “Kick-ass” Lizewski (Aaron Taylor-Johnson) cria um bando de vigilantes, mascarados de super-heróis, que procuram fazer justiça contra todos os bandidos, bandalhos e afiliados desta vida. Nas suas fileiras encontram-se nomes como o de Coronel Stars and Stripes (basicamente 5/7 minutos de Jim Carrey) e Dr. Gravity (Donald Faison).

Paralelamente Chris D´Amico (Christopher Mintz-Plasse) cria um novo alter-ego, passando de Red Mist para Mother Fucker. Não sendo suficientemente forte a solo, junta uma espécie de esquadrão classe A do mal, com o objectivo de matar Kick-ass.

Quanto a Mindy (Chlõe Grace Moretz, que agora já tem idade para ver o seu próprio filme), “reforma-se”, tornando-se uma adolescente (quase) normal. Aqui temos mais Mindy que Hit-Girl. No entanto, os momentos em que temos de Hit-Girl são os melhores.

Em relação ao tom desta obra, é observável que procura seguir os passos do seu antecessor. Politicamente incorrecto, alguma violência gratuita e muito visual e uma ou outra cena de gosto questionável. A verdade é que o filme, apesar de qualitativamente inferior ao primeiro, acaba por resultar. Jeff Wadlow segue as pegadas de Mattew Vaughn (que aqui apenas produz) e conta uma história repleta de momentos engraçados, muita adrenalina e cenas de acção de fazer corar o Chuck Norris.

A banda sonora continua com uma grande qualidade, acompanhando na perfeição todas as cenas de acção.

A desilusão recai para Jim Carrey, que face a tanto hype, acaba por ter uma participação pequeníssima, sendo que pelo menos não fez as suas habituais caretas. Desempenho curto, mas limpo.

Veredicto: Não se pense que este é apenas um filme de acção, vazio de mensagem e com “porrada” gratuita. Há uma mensagem, mais ou menos explicita, que demonstra que o facto de vivermos “virtualmente” com tweets, facebook, myspace, iphone, nos alheia da realidade. Não há noção das consequências dos nossos actos e esquecemo-nos que na vida real existem consequências pra os nosso actos.

Após o parágrafo piroso/sapiente anterior, cabe agora dizer que as cenas de violência são um regalo para os olhos de quem gosta daquilo.

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