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O Crime do Padre Amaro (2004)

Muitos são os filmes icónicos, mas nem todos ficam para a prosperidade. Dentro da cinematografia Portuguesa, as obras que ficam para a memória, não abundam. Pior, as que marcam, não são necessariamente as melhores. Antes de Morangos com açúcar se destacar como o filme Português mais visto de sempre (Risos), outro ocupava esse lugar. Estávamos em 2005, quando o filme O crime do padre amaro – levemente baseado no romance de Eça de Queiroz e totalmente baseado nos apêndices mamários de Soraia Chave – estoirou nas salas Portuguesas. No entanto, oito anos passaram e muita coisa mudou na vida dos actores. Em relação ao filme, as pessoas lembram-se dele maioritariamente pelas cenas de amor carnal semi-explícito da voluptuosa (menos agora) Soraia Chaves.

A história centrava-se no padre Amaro (Jorge Corrula), um novo paroquiano, que intercalava dar a mão aos pobres, com dar a mão à Amélia (Soraia Chaves).

Jorge era, na altura, ainda algo desconhecido – tinha acabado o seu papel na novela da TVI, Mistura Fina – e foi com este filme que atingiu o estrelato (momentâneo). Depois disso, participou em mais dois filmes, Uma Aventura na Casa Assombrada e, a produção brasileira, Dores e Amores. À parte disso, tem feito a carreira na televisão. Primeiro em  telenovelas da SIC (uma das financiadoras de O Crime do Padre Amaro). Dentro dessas, entrou na segunda temporada de Floribella e em Resistirei. Após o término do seu contrato, voltou para a TVI e entrou em Remédio Santo e Mar de Paixão. Actualmente, voltou a saltitar de estação e faz um personagem secundário na novela da Sic, Sol de Inverno. A verdade é que a carreira dele tem sido baseada em papeis secundários, e a avaliar pelo filme que o tornou famoso, percebe-se porquê. Na vida pessoa, é casado com a actriz Paula Lobo Antunes.

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Soraia Chaves interpretava Amélia, o “par romântico” do Sr. Padre. Acabadinha de sair da Capa da FHM em 2004, Soraia começou por dar nas vistas pelos seus dotes físicos, até ser descoberta pelo realizador Carlos Coelho da Silva e ser contratada para protagonista de O crime do Padre Amaro. A seguir a terminar o filme, Soraia abriu precedentes e criou um novo género cinematográfico, “Filmes da Soraia com seios desnudados”. Fez Call Girl (Mamas: Checked), Linhas de Wellington (Checked), Bela e o Paparazzo (Not checked). Recentemente entrou em RPG, um filme de ficção cientifica, tão mau que faz doer.

Em termos de televisão, Soraia vai aparecendo aqui e ali, tendo tido um papel de elevado destaque na novela da Sic, premiada com um Emmy, Dancin`Days.

A menina Chaves pode não ser incrivelmente talentosa, mas sabe muito bem usar as suas qualidades para fazer “render o peixe”.

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Como não poderia deixar de ser, este filme conta com Nicolau Breyner (que entra em cerca de 110% dos filmes Portugueses).

Em O Crime do Padre Amaro, Nicolau fazia de Padre mais velho, mas com uma moral manifestamente reprovável. Mantinha um caso com a mãe de Amélia, Joaneira, e gostava de roubar a caixa da esmolas (coisa que como sabemos, nunca nenhum Padre fez).

Resumir a vida de Nicolau Breyner torna-se difícil. Foquemos os pontos altos da sua carreira. Após O Crime do Padre Amaro, o Sr. Breyner fez publicidade a aparelhos auditivos da marca Windex. Para além disso, também publicitou comprimidos para a disfunção eréctil.

Exceptuando estes dois trabalhos, participou em alguns outros projectos a anunciar de seguida: Corrupção, Arte de roubar, Comboio Nocturno para Lisboa, País do Desejo, Second Life, Budapest, O último condenado à morte, etc (ufa). Isto, só falando em filmes. A verdade é que o Senhor Breyner entrou em cerca de 133 projectos (entre cinema e televisão), numa carreira já com algumas décadas. Actualmente, interpreta a personagem Deus, em Sete Pecados Rurais, filme no qual também acumula as tarefas de realizador.

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Para além deste trio de protagonistas, Crime do Padre Amaro contava ainda com Glória Férias (talvez o melhor nome de actriz de sempre). Glória fazia de Joaneira (talvez o melhor nome de personagem de sempre), mãe de Amélia e amante do personagem do Nicolau Breyner.

Em relação à actriz, é talvez aquela que menos sorte teve. Foi despedida da novela na TVI, Dei-te quase tudo, e depois disso nunca mais conseguiu trabalhar em televisão. Razão: Era Heroinómana e pedia esmolas nas ruas do Porto, para ter dinheiro para esse vicio. Se, por um lado, aspirar cocaína em retretes de lavabos é de actor. Heroína e esmolas são para mendigos e, neste caso, significou o fim da carreira e a senhora Férias passou a ter um trabalho forçado em full-time, baseado no seu apelido.image

(antes)

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(depois) Moral da história: Meninos, a droga faz tomar decisões estilísticas muito duvidosas.

O elenco era bastante alargado e tinha personagens com uma longevidade de 5 segundos. No entanto, devido à relevância de alguns no panorama actual, importa fazer um apanhado do que eles estão a fazer actualmente.

Diogo Morgado (Jesus), Rui Unas (faz tudo), Nuno Melo (faz sempre de Sacana Malvado).

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(Jesus Morgado)

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(Rui Unas)

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(Nuno Melo em O Barão, 2010)

Deste elenco faziam ainda parte cerca de 40 actores, todos eles conhecidos, de maneira que falar neles todos, seria muito difícil. Porém, os que não se meteram na droga, vão tendo emprego.

A Soraia continua gira e cada vez mais actriz e o cinema Português…Bem, esse está na mesma.

Agora deixo-vos com a Sereia Chaves:
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