All Quiet on the Western Front (1930)

All Quiet on the Western Front foi o terceiro vencedor do Oscar de Melhor Filme. Durante 128 minutos segue a vivência de um grupo de jovens, soldados alemães, durante a Primeira Guerra Mundial. O filme é, acima de tudo, uma obra que tenta sensibilizar o espectador para o terror de um cenário de guerra, da violência e carnificina, envolvidas e testemunhadas na primeira pessoa, pelos soldados expostos à sua própria morte a cada momento. Ao focar-se neste grupo de jovens estudantes, incitados a alistar-se no exército pelo seu professor, é possível analisar cada etapa do processo, desde a decisão de alistamento, passando pelo tempo de recruta, até à primeira colocação na frente de guerra e ao primeiro bombardeamento.

Apesar de tratar um assunto que é profundo e interessante, de ser perfeitamente capaz de sensibilizar e tocar o espectador nos momentos chave, em que transmite a sua mensagem, estes momentos são demasiado escassos para manter a atenção, interesse e entusiasmo. Os momentos brilhantes são exemplarmente executados, tocando no ponto exacto, o resto (70/80% do filme) acaba por ser enfadonho: nada acontece.

Destaque para o som, uma vez que, numa altura em que esta “tecnologia” era relativamente recente, percebe-se que o som é importante e preponderante na acção, nomeadamente nas cenas de bombardeamentos – que parecem ser do outro lado da janela e não do outro lado do ecrã.

 Veredicto: All Quiet on the Western Front é um filme de guerra, que tem momentos únicos de reflexão e drama acerca do que é a guerra, para aqueles que a vivem. Infelizmente, não é o tipo de filme que mais cativa por ser extremamente parado e aborrecido no resto do tempo.  

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