Forrest Gump (1994)

Forrest Gump, nascido e educado em Savannah, Georgia, um estado sulista dos E.U.A, é a personagem principal do filme que, em 1994, ganhou o Óscar de Melhor Filme. A história é contada pelo próprio (enquanto espera por um autocarro) a vários ouvintes que se vão sucedendo a seu lado no banco. Forrest partilha connosco a história da sua vida até àquele momento, desde a sua infância, como uma criança não muito brilhante, à sua primeira paixão – a sempre presente Jenny – e ao que a vida adulta lhe foi trazendo.

Forrest Gump é, acima de tudo, uma história com uma moral, uma mensagem que é transmitida simultaneamente de uma forma cómica e dramática. Tal como em outros filmes que partilham este duo dinâmico de géneros, é o equilíbrio que define o sucesso desta técnica e, aqui, o equilíbrio vai um pouco mais longe e acaba por ocorrer uma fusão: um mesmo momento e uma mesma acção têm tanto de cómico como de dramático. Isto torna os 142 minutos do filme fortes em emoção, sem serem lamechas e de fazer revirar os olhos. A mensagem acaba por ser que um homem (ou mulher, o Spoon não descrimina) pode viver a sua vida, com sucesso, se fizer aquilo que tem de ser feito. Tão simples como isto. Forrest está longe de ser um génio, mas em cada momento ele decide tentar fazer o correcto, e, sem muita reflexão, executa-o o melhor que consegue. Sem querer, isto permite-lhe demonstrar níveis de habilidade, coragem, empreendorismo, empatia e amor que aparentemente seriam difíceis de identificar em alguém tão plano como ele. No fundo, é a vida de uma pessoa simples a fazer feitos extraordinários, apenas porque esses feitos lhe davam algum tipo de prazer, ou se ligavam a uma promessa ou à amizade.

Por fim, é impossível escrever sobre Forrest Gump sem fazer duas referências: primeiro, Tom Hanks com um desempenho incrível, um monstro de representação em cada cena. Segundo, o mítico “Run, Forrest, run!”, que qualquer pessoa deve ver em primeira mão pelo menos uma vez na vida. Em termos de desempenhos é necessário dar crédito a Robin Wright, que interpretou Jenny (a amiga que Forrest nunca abandona em pensamento) e que lhe deu vida de uma forma completamente imersiva: quando contracena com Hanks encontra-se a definição de representação e interpretação de papéis.

Veredicto: Independentemente de ter ganho um Óscar, este filme merece ser visto sem olhar a prémios ou status adquiridos. Para colocar a cereja no topo do bolo, são reconhecíveis no filme uma série de referências da cultura pop dos anos 50/60/70/80, desde acontecimentos históricos, com o Forrest no fundo, passando por encontros casuais com futuros ídolos de massas.

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