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Friends (1994)

Falar de Friends é pôr em retrospectiva os anos 90. Durante 10 anos, entre 1994 e 2004, Ross (David Schwimmer), Rachel (Jennifer Aniston), Phoebe (Lisa Kudrow), Monica (Courtney Cox),Chandler (Mattew Perry) e Joey (Matt Le Blanc), fizeram as maravilhas de milhões. Em Portugal chegou pela primeira vez, pelas portas da RTP1, em 2001 e numa versão dobrada. Percebendo (felizmente) que dobrar aquela série ia correr mal, transferiram a série para a RTP 2, mas na versão original.

Como falar sobre cinema e televisão é ser completamente tendencioso, pretensioso, injusto e parcial; Friends é claramente uma das melhores sitcoms do género. Concordo-se, ou não, ninguém poderá, pelo menos, negar a sua popularidade e influência na sociedade Americana.

Friends ditou modas e serviu como um estudo sociológico. Neste aspecto, Rachel ditava as regras. Foi engraçado ver a passagem da moda das permanentes, para as franjas e depois para os cabelos lisos. Outro facto interessante foi ver o progressivo descair das calças de ganga. Se em 94 se usavam ao pescoço, no final ficavam bem a baixo. Também a qualidade da imagem se foi alterando progressivamente, existindo um upgrade tecnológico nas filmagens que, quase 20 anos depois da estreia, é interessante notar.

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Se o estudo sócio-antropológico pode não convencer ninguém a ver a série, foquemos-nos na história. Como Seinfeld disse um dia “A minha Sitcom fala sobre nada”. Ora, à semelhança da série de Jerry Seinfeld, a sitcom de David Crane e Marta Kaufman, não falava de nada em concreto. Eram simplesmente seis amigos que se sentavam no mesmo café, nos mesmos lugares, a falar de coisas irrelevantes. É aqui que nasce o fascínio por Friends, a aproximação dos diálogos à vida do jovem adulto comum. Se é verdade que a nossa vida não contém risos enlatados a cada 30 segundos, também é certo que quando nos juntamos com os nossos amigos, não falamos sempre de assuntos importantes. Nesse sentido, a proximidade dos personagens foi o que despertou mais empatia com o público.

Rachel era a girl next door, com o qual todos os homens queriam privar (para não se utilizar outro tipo de vocabulário). Ross era um nerd meio irritante, Joey o ingénuo, Phoebe a esotérica, Monica a mandona e Chandler o tipo das piadas. Obviamente que esta discrição carrega em certos estereótipos utilizados na série, mas que acabavam por resultar em boas piadas.

Piada acaba por ser o que melhor descreve a série. Para além do charme, Friends vinha carregado de boas piadas. Mesmo quando a história se tornou algo redonda e parecia não ir a lado nenhum, os diálogos eram sempre muito engraçados. E é neste ponto que acabam as possíveis semelhanças com How I Met Your Mother. Se é verdade que muitos a elegeram como o descendente de Friends, esquecem-se que em termos de relevância e qualidade dos diálogos, é muito inferior.

Outro ponto forte eram os convidados especiais. Ao longo dos 10 anos tivemos alguns dos grandes actores de Hollywood a passarem por lá e alguns que, depois de passarem por lá, se tornaram grandes. Brad Pitt, Sean Pen, Dakota Fanning, Bruce Willis, isto só referindo alguns.

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Aqui Dakota Fanning na sua participação na 10ª temporada.

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Mr. Willis com Rachel

Por tudo isto Friends é uma série icónica que rotulou de tal maneira aqueles actores que, de certa forma, os tornou indissociáveis dos seus personagens. Charme, carisma, piada, química entre os actores – que chegaram ao ponto de se unirem e exigirem em conjunto um aumento de ordenado colectivo; que sempre se recusaram a receber prémios enquanto actores principais, porque consideravam que estavam todos em pé de igualdade e nenhum era actor secundário. Por todas estas razões, Friends é uma série eterna na cultura Americana e valerá sempre a pena rever.

 

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