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Jack Ryan: Agente Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit, 2014)

Jack Ryan (Chris Pine) é um estudante americano a estudar em Londres, quando se dá o atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001. Nos anos seguintes, junta-se ao exército americano na guerra contra o terrorismo até que um infeliz incidente o coloca num hospital. Aqui, é recrutado por Thomas Harper (Kevin Costner) para se juntar à C.I.A. como analista. Anos mais tarde, Jack detecta uma possível ameaça terrorista e o analista de secretária torna-se um operacional na Rússia.

É esta a mais recente adaptação do conhecido personagem da autoria de Tom Clancy, já interpretado por Alec Baldwin, Harrison Ford e Ben Affleck (antes de ser o Daredevil e o Batman).

Um ponto forte desta obra de Kenneth Branagh são os desempenhos dos actores: Chris Pine – o que tem mais tempo em frente à câmara – carrega, em grande parte, o filme aos ombros. Não só é um bom actor, como encarna a personagem na perfeição, humanizando-a para além do argumento de operacional/analista da C.I.A. Mas Pine não está sozinho, sendo auxiliado por um conjunto de performances sólidas: Keira Knightley, como sempre, não desilude e Kevin Costner, já habituado a estas andanças, é um pilar de segurança à volta do qual os outros actores podem dar o melhor de si. Por fim, menção honrosa para o vilão – Kenneth Branagh, que tem a personagem mais interessante do elenco (o russo Viktor Cherevin), elevando-a ao ponto de fazer inveja a qualquer vilão do James Bond ou do Jason Bourne. Branagh é ainda o realizador deste filme. O enredo funciona particularmente bem nos momentos de suspense e de pressão psicológica, com corridas contra o tempo e música apropriada. É nisto que a obra brilha dentro deste género – mantém o espectador na ponta da cadeira, independentemente da previsibilidade do que possa vir a acontecer. Efectivamente, estes 105 minutos pouco vêm acrescentar ao género, já muito esgotado por Bonds, Bournes e Ethan Hunts. A acção vai sendo previsível, o desfecho também e o final (que é ligeiramente sem gosto) não traz nenhum twist ou pérola que valorize o filme.

Veredicto: Jack Ryan demonstra ser uma obra competente dentro do (sobrecarregado) género em que se inclui. Graças ao talento dos actores e do realizador, conta com representações de boa qualidade e um tom de antecipação que cativa o espectador. É um filme que entretém sem ser brilhante e que não peca na concretização daquilo a que se propõe.

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