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O Antes e o Agora – Baywatch: Marés Vivas

Baywatch (Marés Vivas) foi uma série televisiva norte-americana sobre nadadores salvadores de Los Angeles, que patrulham as mais lotadas praias dessa cidade. A série durou de 1989 até 1999 (entre 1999-2001 como Baywatch Hawaii). Segundo o Livro do Guinness, Baywatch é a série mais vista de todos os tempos, com mais de 1,1 mil milhões de telespectadores em 142 países, no ano de 1996. Para além deste mérito, Baywatch curou a impotência de milhares de homens de maia idade, ao passo que ajudou muitos adolescentes a descobrir a sua sexualidade. Para isso bastavam duas palavras: Pamela Anderson (que assinava como Pamela Lee) e um slow motion dela a correr na praia. Infelizmente, nas praias onde o spoon anda, só existem David Hasselhoff`s. Em Portugal a série surgiu por volta de 1996 na TVI e desde aí sofreu uma série de reposições, passando de canais generalistas para canais por cabo.

Em relação aos atores temos de tudo: desde plásticas, a presidiárias, passando por alcoólicos e coprotagonistas de sex-tapes. Falaremos apenas nos mais emblemáticos e/ou problemáticos.

Comecemos por aquela que mais corações faz parar, Pamela Anderson, que interpretva C.J. Parker. Nos cinco anos que esteve na série notou-se um progressivo aumento mamário, mas não um aumento no fato de banho. Na última temporada dela já era difícil segurar aquele peso todo, talvez por isso, ela tenha saído, declarando que se queria dedicar à sua carreira de atriz. Bem, a dedicação não há de ser muita, pois os filmes mais famosos dela são sex-tapes com os seus ex-maridos. Há que dizer que, apesar de tudo, nessas sex-tapes tem interpretações geniais, fazendo de porca.

Note-se que levou o papel tão a sério que na preparação contraiu todo um abc de hepatites. Atualmente faz parte da associação de proteção dos animais (PETA) e esteve recentemente em Portugal numa famosa festa de anos de um tal Lorenzo Carvalho (aquele que foi enxovalhado pela Judite de Sousa).

Talvez o maior responsável por Baywatch não ter sido cancelada na primeira temporada tenha sido David Hasselhoff. David investiu do seu próprio bolso, para manter a série, e tornou-se produtor executivo, acumulando o cargo com o de  Mitch Buchannon, o Toni Ramos nadador salvador chefe daquela praia.

Apesar de muito boa vontade e outros papeis memoráveis – como o de Michael Knight , em Knight Rider – a sua carreira enquanto estrela de Hollywood nunca foi grande coisa. Por outro lado, a sua carreira no youtube é memorável. Sendo ele um alcoólico reincidente, a sua filha decidiu filmar uma das suas crises de alcoolismo em que ele delirava por um cheeseburger.

Para além disso, participou em Dancing with the stars e gravou um cd de “música”. No plano cinematográfico, excluindo as recorrentes cameos, teve um papel relevante no (terrível) filme Click, em conjunto com Adam Sandler. Ultimamente, podemos vê-lo num pequeno papel, na obra espanhola de 2010, Fuga de Cérebros 2.

Kelly Slater foi outro dos “atores” que entrou nas primeiras temporadas. Enfim, a sua carreira como ator resume-se a Marés Vivas e a algumas participações em documentários – entrou no doc. Bra boys em 2007, que falava sobre o famoso gang de surfistas com o mesmo nome. Fora isso, fez pouca coisa. Foi apenas campeão do mundo de surf, por 11 vezes, e detém o record de vitórias em etapas do world tour, somente 53 (nada impressionante). Na vida pessoal, perdeu um dos seus grandes amigos, que o acompanhava de forma farta em Baywatch: o cabelo.

Ah, e o sacana andou com a Pamela Anderson.

Neely era outra das personagens emblemáticas da série. Interpretada por Gena Lee Nolin, era mais uma das personagens recheada de diálogos inteligentes. Tinha talvez das caras menos reconhecíveis da série pois, à semelhança da Miss Anderson, só ao fim de vários anos, os nossos olhos subiam para a face, tal era a distração e o slow-motion na zona mamária.

Enquanto atriz, pouco depois da série acabar – e depois de ter entrado no filme Marés Vivas: Casamento no Havai – desenvolveu um personagem em todo semelhante à sua Neely, poucas palavras muita ação e uma história irrelevante. Deu corpo a Sheena, uma guerreira do meio do monte, entre o Mogli e a Jane.

Na carreira menos cinematográfica, a menina Nolin também tem uma sex-tape e sofre de problemas de tiroide. Não sei se isso a faz sentir melhor, mas a verdade é que não é pela tiroide que ela nunca mais teve um papel de relevo.

Por fim, dedicamos especial atenção a Yasmine Bleeth, talvez a mulher mais bonita da série. Com umas mamocas do tamanho que deus lhe deu e uns olhos felinos, Yasmine era a nadadora salvadora pela qual toda a gente desejava ser salvo. Além disso, era carismática: ninguém corria em camera lenta tão bem como ela. Infelizmente, após sair de Baywatch não arranjou emprego – excetuando uma participação na série Titans entre 2000 e 2001. Por outro lado, encontrou cocaína, demasiada cocaína. Tanta, ao ponto de ser internada numa clínica de reabilitação em 2000. No ano seguinte foi presa por posse dessa mesma droga. Daí para cá, tem lutado contra essa dependência. Atualmente, o seu nome aparece associado a um filme anunciado para este ano – Beautiful Evil – em que ela interpreta uma Baronesa. Veremos o que isto irá dar.

No final, percebemos uma coisa (aliás já na altura percebíamos), não era a qualidade artística dos atores, nem a qualidade do argumento, que tornava Baywatch tão lendário. Era a mística (vá, as moças semi-nuas a correr e os meninos jeitosos a fazer o mesmo). Certo é que é impossível ouvir o genérico da série e não começar a correr em camera lenta. Quanto aos atores, os que não estoiraram tudo em drogas, podem viver dos rendimentos e da fama que ganharam.

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