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O top 10 de 2013 do Spoon

Fazer um top 10 que se supõe ter os 10 melhores filmes do ano, tem sempre um quê de pretensiosismo. Convínhamos que seria impossível ver todos os filmes que estrearam em Portugal no ano 2013 (sejam em DVD, Cinema e Festivais), por isso, um top deste género, terá sempre que ver com inferências sobre aquilo (ínfima parte) que se viu durante um ano. Posto isto, este é o Top 10 do ano 2013 do spoon.

10 – Gru o mal disposto 2

Num top deste género, há sempre espaço para filmes de animação. Neste caso, o que torna Gru tão especial, é conseguir cativar dos 8 aos 80, tendo subtilezas que só os mais velhos irão perceber e aquele humor mais infantil, para deleite dos mais pequenos. Para além disso, têm os minions, capazes de provocar gargalhadas, até nos mais sisudos.

9 – Spring Breakers

Muito atacado pela crítica, esta obra de Harmony Korine é o sonho molhado de muitos adolescentes. No entanto, isso são apenas danos colaterais. O Objectivo aqui é chocar, mostrar um lado feio (e por vezes exagerado e demasiado gráfico) de uma geração que, por vezes, age com a sensação de impunidade e imortalidade. O conceito é inovador e até o elenco foi escolhido a dedo (Selena Gomez e Vanessa Hudgens são duas actrizes com selo Disney). Não pode ser levado literalmente, mas sim subliminarmente.

8 – Guia Para um Final Feliz

À partida, uma comédia romântica prototípica, torna-se algo que, dentro do género, consegue acrescentar algo. Aborda problemas sérios, sempre com uma leveza e subtileza que nos obriga a sorrir,mesmo nas alturas em que não queremos. O segredo para o sucesso é simples: excelente elenco (destaque para Jennifer Lawrence) e uma história com restrição e sem saltos mortais à retaguarda, que muitas vezes “paraplegiam” os filmes.

7 – Os Jogos da Fome: Em Chamas

Conceber um Blockbuster, que tenha alguma profundidade, tem se mostrado tarefa difícil. Todavia, entreter não tem de ser sinónimo de usar apenas dois neurónios, pois a maioria das pessoas é possuidora de mais. Os Jogos da fome: Em Chamas é a prova disso. Um elenco carismático (mais uma vez com Jennifer Lawrence à cabeça), adapta o segundo livro da saga na perfeição. Isto, aliado a uma realização superior de Francis Lawrence.

6 – Only God Forgives

No presente filme, mais uma vez, Nicolas Winding Refn, apoia-se em Ryan Gosling – que cumpre muito bem – para contar uma história bastante agressiva. Essa agressividade não é gratuita, não se trata de um filme sobre vingança.Vai mais fundo que isso. O seus planos sombrios (recheados de vermelho e preto), mostram o lado mais vil da raça humana e conta-nos uma história em imagens, em que muitas respostas ficam por dar, propositadamente.

5 – Henri

Neste filme – que estreou na Festa do cinema Francês –  de Yolande Moreau deparamos-nos com uma história refrescante sobre uma amizade incomum. O que melhor funciona aqui é a dinâmica dos protagonistas (um homem recém-viúvo e uma mulher com um atraso cognitivo). A fotografia é lindíssima e a história foge aos padrões do comum.

4 – Django Libertado

Aqui, Quentin Tarantino redescobre o Spaguetti Western, acrescentado a sua marca, ao que já existia. Mais uma vez Christopher Waltz tem uma interpretação de génio, bem suportada pelo “Clint Eastwood” da era moderna dos spaguetti Westerns, Jamie Fox. Este filme é uma viagem alucinante a uma passado, não muito destante, onde a escravatura imperava. Existindo uma dimensão social, num filme com um ritmo e diálogos alucinantes.

3 – A propósito de Llewyn Davis

Os irmãos Coen voltaram em força. Nesta última obra eles fazem aquilo que melhor sabem fazer, desconstroiem um personagem e criam diálogos geniais. A história vai avançando ao seu ritmo e nós vamos progressivamente ganhando mais simpatia por Llewyn Davis. Aqui, existe um grande mérito para a grande interpretação de Oscar Isaac.

2 – Como um Trovão

Derek Cianfrance – que já tinha realizado Blue Valentine – traz-nos uma história sóbria e transgeracional sobre duas famílias marcadas para se cruzarem, para o bem e, especialmente, para o mal. A forma natural como o enredo flui, sem dar respostas apressadas, para além da magnifica fotografia, tornam este filme como um dos melhores do ano. Bradley Cooper está irreconhecível e tem um papel tremendo.

1 – Dentro de casa

Nesta obra, somos arrastados pela imaginação de um jovem adolescente, que nos coloca numa dimensão entre a realidade e a fantasia. As situações vão ocorrendo a um grande ritmo e só queremos perceber o que irá acontecer a seguir. No final, François Ozon, com uma magnifica realização, traz-nos um filme com um desfecho, que é “aquele que faz mais sentido, sem nunca nos ter passado pela cabeça”, parafraseando um dos personagens. A roçar a perfeição.

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