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Robocop (2014) por Ricardo Du Toit

Existem remakes e reboots que vêm destruir aquilo que o original criou, outros podem ser interessantes ao serem readaptados numa era moderna. Felizmente, é o caso de Robocop.

O filme conta a história do detetive Alex Murphy (Joel Kinnaman), que após uma investigação não autorizada aos seus colegas na polícia, ligados a um kingpin do crime em Detroit, é gravemente ferido numa explosão que o deixa com grande parte do corpo carbonizado.

Entretanto, o presidente da Omnicorp, Raymond Sellers (Michael Keaton), está a tentar convencer os norte-americanos a votarem contra uma lei que proíbe que máquinas não operadas por humanos sejam utilizadas em solo norte-americano. Depois de saber o estado de Murphy, Raymond decide, juntamente com o cientista Dr. Dennett Norton (Gary Oldman), criar um meio termo na inovação do reforço da lei.

Embora este não seja tão sangrento como o original, está cheio de ideias que em 1987 eram quase todas elas inconcebíveis.

O que se nota mais neste filme é a plausibilidade da evolução da tecnologia. Enquanto no original (de 1987), pensávamos em robôs, para o reforço da lei, como algo de pura ficção científica, aqui já temos uma perceção de que é completamente real a possibilidade de acontecer.

Os fãs de filmes de ação pura e dura terão aqui diversos momentos de diversão, sobretudo nas cenas de treino, enquanto Murphy se habitua ao seu novo corpo – com o clássico “Hocus Pocus” dos Focus como banda sonora, que torna a experiência ainda mais divertida!. Pelo meio temos um plot twist, onde o objetivo do filme é depois posto em causa vezes sem conta, que pode tornar cansativo a constante mudança.

Há também um easter egg em homenagem ao filme original, só para os mais atentos.

A realização de José Padilha continua a ser um dos pontos fortes, apesar de estar num tom mais hollywoodesco, a experiência deixada por “Tropa de Elite” e a sua respetiva sequela continua a mostrar que Padilha tem um grande futuro no cinema mais mainstream.

Veredito: Um reboot algo necessário para os tempos modernos, nunca desrespeitando o filme original, mas antes dando-lhe uma nova vida; O que é dizer mais que certas obras lançadas ultimamente (Total Recall e Carrie, estou a olhar para vocês!)

 

 

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