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Sangue Quente (Warm Bodies, 2013)

Rapaz conhece rapariga. Rapaz apaixona-se e tenta conquistar a rapariga a todo o custo. Até aqui temos uma comédia romântica.

Rapaz come os miolos ao namorado da rapariga, porque o rapaz é um zombie. É precisamente aqui que a premissa deixa de ser convencional.

Imaginem um Twilight com zombies e esqueletos andantes, em vez de vampiros e lobisomens e escrito por um jovem sobre o efeito de droga, em vez de uma senhora de meia-idade (possivelmente com gatos). Está feito o enredo de Sangue Quente, um filme algo esquecido de 2013, mas que vale muito a pena ver.

A verdade é que se a premissa afasta a possibilidade de obra-prima cinematográfica, o resultado acaba por ser bem melhor do que o esperado.

Temos um Zombie com pensamentos humanos, chamado R (Nicholas Hoult) e uma “Kristen Stewart loura”, chamada Julie (Teresa Palmer). R é o zombie mais romântico da zona, para além do melhor DJ, aliás a banda sonora do filme é maioritariamente (e ainda bem) retro, desde Bob Dylan, passando por Gun N´Roses.

Para além da banda sonora, o melhor do filme é o facto de não procurar forçar a comédia exacerbada, mas optar por um humor mais contido, apostando nas subtilezas das sequências das cenas, que tornam as coisas simples e engraçadas. Nesse aspecto, a química humana-zombie, funciona na perfeição. Sendo que, ao contrário de Kristen Stewart no Twilight, Teresa Palmer apresenta mais de duas expressões faciais.

Quanto ao realizador, Jonathan Levine, continua a optar por realizar e escrever filmes com as premissas menos ortodoxas possíveis. Desde o drogado/psicanalista de Wackness, até ao doente de leucemia em 50/50, Jonathan constrói filmes que se sabem rir deles próprios, que são despretensiosos e que não aborrecem ninguém.

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