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Top 10 Filmes “mindfuck”

 Toda a gente já viu daqueles filmes em que: 1) não se percebe nada o filme todo – que normalmente tem, pelo menos, 3h e, talvez, um intervalo, se for no cinema; 2) chegamos ao fim e ficamos sem perceber nada; 3) acompanhamos o filme com facilidade mas no fim algo acontece, que faz com que todo o público saia da sala de cinema num estado catatónico.

Há quem os odeie, há quem os ame. Quer seja por ódio ou por amor, o Spoon elabora aqui a lista dos 10 filmes (Americanos) que perturbam o cérebro do espectador. A lista seguinte não está por ordem de preferência, pois todos eles são mindfuck à sua maneira.

O Despertar da Mente (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004)

Protagonizado por um actor normalmente associado a comédia (Jim Carrey) e por uma actriz associada a navios que vão contra icebergs (Kate Winslet), conta ainda com a participação de Tim Wilkinson, Mark Ruffalo (antes de ser verde e musculado), Elijah Wood e Kirsten Dunst. No fundo, o espectador acompanha um casal, enquanto cada um dos seus elementos tenta apagar as memórias do outro, assim que começam a enfrentar problemas na sua relação. Não vale a pena tentar explicar muito mais, o Spoon viu o filme e em vez de côncava, a nossa curva tornou-se convexa.

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Donnie Darko (2001)

Com a participação de Jake Gyllenhaal e realizado por Richard Kelly, este é um dos filmes mais incompreensíveis de sempre. Não só é perturbador de ver, em todos os seus 113 minutos, como também é completamente incompreensível. Nem vale a pena escrever uma sinopse. Se existir coragem para aguentar até ao fim, tudo faz sentido – é como levar um soco no estômago.

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Memento (2000)

Um filme de Christopher Nolan, com Guy Pearce no papel principal. Esta obra tornou-se icónica e inevitável, sendo estudada em diversos cursos de cinema pelo mundo. As questões que assolam a personagem principal são as mesmas ao longo de todo o filme: “Quem sou eu?”; “Porque estou aqui?”; “O que está a acontecer?”; “O que vai acontecer?”; “Como descubro quem sou?”; “O que aconteceu à minha perna?”. E quem mais quer ver estas perguntas respondidas? O espectador. Por isso a audiência fica até ao fim, um momento em que se fica de boca aberta, sem acreditar no que se acabou de perceber.

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O Terceiro Passo ( The Prestige, 2006)

Para além de ser uma oportunidade única de ver o Wolverine e o Batman no mesmo filme, O Terceiro Passo é dos poucos filmes que tem uma narrativa que nunca pára de evoluir, enquanto, simultaneamente, não pára de ficar mais complexa e misteriosa para quem está a ver. Quase um thriller de suspense, esta obra tem atores com desempenhos fenomenais e conta com a realização de Christopher Nolan.

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Clube de Combate (Fight Club, 1999)

Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter juntam-se para fazer doer a cabeça a milhões de espectadores. Todos já ouviram falar das regras de Fight Club, mesmo os que não viram o filme. Muitas foram as obras que se basearam no que David Fincher fez, tornando Clube de Combate não só um filme épico como também um marco incontornável no cinema. Nos 139 minutos de Fight Club tudo faz sentido para o espectador, até ao momento em que não faz, e toda a realidade das últimas duas horas é posta à prova.

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Déjà Vu (2006)

Aquilo que nos faz sentir que o momento presente já foi vivido no passado. Déjà Vu pega neste fenómeno psicológico e dá-lhe todo um novo significado, toda uma nova explicação. Pelo caminho, o espectador tem de adivinhar o que significa cada pequena acção que vai acontecendo – nenhum conhecimento é dado de mão beijada.

Shutter Island (2010)

Filme de Martin Scorsese com Leonardo DiCaprio, Ben Kingsley e Mark Ruffalo. Voltando aos tipos de filmes descritos na introdução, este é daqueles que o espectador acompanha com interesse – é misterioso mas até se está a perceber o que vai acontecendo. E de repente, no fim… Nada faz sentido e toda uma audiência sai da sala de cinema sem abrir a boca, só a pensar no que acabou de ver e nas implicações subjacentes.

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O Maquinista (The Machinist, 2004)

Filme realizado por Brad Anderson e protagonizado por Christian Bale. Não há como descrever esta obra sem ser com esta palavra: perturbadora. Desde a transformação física a que Bale se sujeitou, até à sua interpretação que transparece o quanto entrou dentro da personagem, tudo se concretiza num thriller de fazer arrancar os cabelos. Como é costume, a acrescentar aos 101 minutos de tortura, há o plot twist que rebenta cérebros.

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A Vida Não É Um Sonho (Requiem for a Dream, 2000)

O tema deste filme é simples: drogas. O que são, o que fazem, as consequências a curto, médio e longo prazo. O convite é o de assistir às mais sujas e feias faces do consumo de drogas. É uma obra chocante e com a qualidade de abrir os olhos a muita gente. Recomenda-se cuidado aos mais sensíveis.

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Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, 2004)

Enquanto criança, Evan (Ashton Kutcher) tem lapsos de memória que podem durar minutos ou horas. Profissionais sugerem que escreva diários como forma de o ajudar a orientar-se. Já adulto, Evan compreende que pode reviver esses momentos de que não tem memória, iniciando uma viagem de exploração do desconhecido e de tentativas de redenção. Um filme que fica na memória pela profundidade e mensagem implícita.

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