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Amo-te Teresa (2000)

Amo-te Teresa foi um telefilme da Sic, realizado e escrito por Cristina Boavida (atualmente responsável pela Grande Reportagem do Telejornal da Sic) estreado em 2000, e que deu origem a uma série de telefilmes que começaram a passar na estação – a maioria com grande sucesso.

Para além da música “as asas são para voar” dos GNR, este telefilme deu a conhecer aquele que, mais tarde, se transformaria no novo messias, mas já lá iremos.

A história acompanhava Teresa (Ana Padrão), uma médica da capital que, farta das desavenças da grande cidade, se decide por regressar às raízes, voltando à sua vila natal.

É então que vai viver para a casa em frente da sua amiga de infância, Paula (Maria João Abreu). Tudo correria bem se Paula não tivesse um filho jeitoso, Miguel (Diogo Morgado), com apenas 15 anos. Entretanto, os dois apaixonam-se e é o escândalo na aldeia. Como Miguel não é a pessoa mais discreta, decide escrever “Amo-te Teresa” na parede da Igreja. Obviamente, quem se tramou foi a médica Teresa – a molestadora da aldeola.

Ora, isto foi em 2000, desde aí muita coisa mudou e é exatamente isso que iremos ver a seguir, esmiuçando a carreira de três dos atores do filme: Maria João Abreu, Ana Padrão e Diogo Morgado.

Maria João Abreu era Paula, mãe de Miguel, amiga do peito de Teresa (até esta decidir andar no marmelanço com o seu primogénito e único filho). Quanto à atriz, sofreu talvez uma das melhores transformações físicas do meio. Livrou-se de uns quilinhos que tinha a mais (José Raposo) e começou a ter direito a papéis de elevada sensualidade, isto depois dos 40.

Maria João Abreu começou por ser conhecida pela sua participação em Médico de Família, tendo a sua carreira sido construída muito à base do teatro da revista à portuguesa, o que a levou a ficar rotulada à comédia durante muitos anos. Depois de Amo-te Teresa, entrou em diversas séries de comédia como: Fura Vidas (2000, Sic), Bons Vizinhos (2002, TVI), Aqui Não Há Quem Viva (2006, Sic) e Família Mata (2012, Sic). Após a sua notória mudança em termos físicos, a TVI começou a recruta-la recorrentemente para as suas novelas: Morangos com Açucar (2007), Feitiço de Amor (2008), Sentimentos (2009), Espírito Indomável (2010), Remédio Santo (2011) e Mundo ao Contrário (2013). Pelo meio participou em Conta-me Como Foi (entre 2007 e 2011), da RTP – talvez uma das melhores séries que passou na televisão Portuguesa, ainda que sem grandes audiências.

C.J.R. - Casada com José Raposo, em 2002

C.J.R. – Casada com José Raposo, em 2002

D.J.R. - Descasa com José Raposo, com o seu atual, o seu ex e a mulher do seu ex (confusos? Pois)

D.J.R. – Descasada de José Raposo, com o seu atual, o seu ex e a mulher do seu ex (confusos? Pois)

Falemos agora da personagem que dá nome ao filme: Teresa (Ana Padrão). Ana era, à altura, já uma atriz renomada, com participações em diversos projetos (por exemplo, Médico de Família), sendo uma habitué da estação de Carnaxide. Certo é que, após Amo-te Teresa, Ana mudou-se para a TVI, participando na novela Todo o Tempo do Mundo (2000). A partir daí iniciou um período de deambulação entre Sic e TVI. Na Sic entrou na série Residencial Tejo (2002), Só Gosto de Ti (2004), Resistirei (2007) e, mais recentemente, em Rosa Fogo (2011), Dancin´ Days (2012) e Sol de Inverno (a decorrer). Pelo meio teve ainda tempo de integrar o elenco de Espírito Indomável (2010, TVI) e Depois do Adeus (2013, RTP).

No campo do cinema, Ana é uma das atrizes mais prolíficas do panorama português atual. Em parte por ser uma das atrizes fetiche do realizador Bruno de Almeida. Ana Padrão já entrou em 3 projetos seus: Lovebirds (2007), Operação Outono (2012) e na curta (feita no âmbito de Guimarães capital europeia da cultura) The Lecture (2012). No entanto, estas são só as obras mais recentes pois, esta atriz tem mais de 28 filmes no curriculum. Os mais conhecidos (não necessariamente os melhores) talvez sejam A Jangada de Pedra (2002), Os Imortais (2003), O Milagre Segundo Salomé (2004), Love Online (2005), Call Girl (2007), Um Amor de Perdição (2008), Uma Aventura na Casa Assombrada (2009), Second Life (2009) e Amália – O filme (2010). Curioso verificar que, na maioria das vezes, os realizadores voltam a trabalhar com ela pelo menos mais uma vez – Para além do já falado Bruno Almeida, aconteceu com António Pedro Vasconcelos (Os Imortais e Call Girl), Mário Barroso (Love Online, O Milagre Segundo Salomé e Um Amor de Perdição) e Carlos Coelho da Silva (Amália e Uma Aventura da Casa Assombrada).

No fundo, ela é talvez das melhores atrizes que temos em Portugal, infelizmente, aos 47 anos é complicado arranjar papeis de protagonista, o que a obrigará a fazer eternamente de mãe, tia, ou prima afastada dos atores principais, cujos únicos predicados são serem novos, reconhecíveis e com, ou sem, talento (essa parte não interessa).

Aqui nos braços do seu Miguel, no filme

Aqui nos braços do seu Miguel, no filme

Pronto, 14 anos passaram e nota-se um pouco

Pronto, 14 anos passaram e nota-se um pouco

Por fim, Diogo Morgado, que, com o seu Miguel, lançou definitivamente a sua carreira para os céus, entrando numa série de novelas, séries e filmes.

Depois de amar a Teresa, Diogo participou nas novelas da RTP Ajuste de Contas (2000) e Tudo por Amor (2002), regressando, mais tarde, à casa mãe para participar em Floribella (2006) e Vingança – novela que lhe valeu rasgados elogios. No meio disto tudo teve ainda tempo para dar uma “perninha” no Brasil, participando em Quinto dos Infernos (2002) e, já em 2008, na novela Revelação (do canal SBT).

Em termos de cinema, Diogo fez parte de um dos piores filmes Portugueses que, curiosamente, é o mais visto de sempre, falamos de Crime do Padre Amaro (2005). Destaque ainda para as suas participações no filme de 2003 A Selva (de Leonel Vieira) e da produção Portuguesa, realizada pelo britânico Mark Heller, Star Crossed (2009) – uma tentativa de recontar Romeu e Julieta, mas em mau.

Atualmente, Diogo faz de enteado de carpinteiro e filho daquele que sabe tudo (não, não falamos de Marcelo Rebelo de Sousa). Em Filho de Deus (estreou na quinta e terá crítica no site amanhã) podemos ver um Diogo Jesus Cristo, com um estilo muito chill out – uma espécie de jesus janado, que acabou de surfar umas valentes ondas na Nazaré (praia). Importa referir que, o filme que agora nos chega aos cinemas, é uma versão reduzida (e mal editada) da série homónima, protagonizada também pelo Dioguinho. É caso para dizer: Que deus o ajude!

Aqui no filme, nem buço tinha

Aqui no filme, nem buço tinha

Ai Jesus!

Ai Jesus!

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