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Antevisão Óscares: As apostas spoon

A cerimónia dos Óscares já não é o que costumava ser. O glamour já não é o mesmo, as audiências cada vez piores e os apresentadores, nem sempre são bem escolhidos, para ilustrar isso, basta dar o exemplo da dupla desastrosa de há dois anos atrás (James Franco e Anne Hathaway).

Um bom ator não é necessariamente um bom entertainer. Aliás, o último grande apresentador de Óscares foi Hugh Jackman e já lá vão 4 anos. O ano passado tivemos um repetente, Billy Crystal e, mais uma vez, notou-se que se precisava de algo novo e menos conservador. Talvez por isso, este ano, a apresentadora seja Ellen Degeneres (que já apresentou a cerimónia por uma vez), a expetativa é que Ellen possa fazer uma apresentação pouco previsível (deviam chamar o Ricky Gervais para apresentar!).

Quanto aos nomeados, à partida dois Óscares já estão praticamente entregues. Atendendo ao que fez e aos prémios que tem ganho (desculpa Leonardo DiCaprio, não será desta!) Matthew Mcconaughey parece partir como favorito para ganhar o prémio de melhor ator, pela sua soberba interpretação de Cowboy macho com sida, em Clube Dallas (com crítica no site). Para ator secundário – aqui não há mesmo dúvidas – Jared Leto, pelo mesmo filme (isto porque a Jennifer Lawrence não é elegível para esta categoria, se não davam-lhe tudo).

Falando nas mulheres, já que se falou na Jeninha, a verdade é que ela se destaca como a menina preferida da América (e do Spoon). No entanto, apesar de não existirem dúvidas quanto ao seu talento, a sua vitória na categoria de melhor atriz secundária, pela participação em Golpada Americana (crítica) seria manifestamente injusta. Por outro lado, se ela perder, 90% da população masculina ficará disponível para consola-la (os outros 10% não veêm cinema). Nesta categoria, quem mais merece (e que tem vindo a ganhar terreno) é Lupita Nyong’o, pelo seu magistral desempenho em 12 anos escravo (crítica).

Na categoria de melhor atriz a eterna favorita é Meryl Streep, neste caso por Um Quente Agosto (crítica). Aqui, a sua personagem é genial: consegue fazer de velha, de maluca e de drogada, só por isso merecia três Óscares. Por outro lado, Cate Blanchett tem uma personagem igualmente rica em Blue Jasmine, aliás, tirando a velhice, tem os mesmo predicados que os de Meryl.

Para melhor realizador a escolha não será fácil, são todas realizações bastante competentes, para filmes que exigiam coisas diferentes. Nesse sentido, e para não ir de mãos a abanar para casa, Alexander Payne, pelo seu Nebraska (crítica) merece este galardão. Toda a sobriedade e o estilo voyeur pintado a preto e branco dão a Nebraska um tom muito hipster cool, por isso seria mais do que merecido se ganhasse.

Fugindo a categorias mais técnicas (se bem que o prémio de melhor guarda roupa terá que ir para o filme Golpada Americana, só pelos vestidos da Amy Adams), o spoon tem uma aposta para o Óscar de melhor filme. Atendendo a que a obra Sei Lá, baseada no livro homónimo de Margarida Rebelo Pinto, não é elegível para os Óscares deste ano (ganhará para o ano), quem, em princípio, ganhará será a obra 12 anos escravo. Em primeiro lugar, pela representação de um flagelo que ainda é muito ressente na nossa história. Por outro, a frieza e o grafismo na descrição do racismo é nauseante (no sentido positivo). Não obstante, Gravidade pode surgir como o outsider e ganhar. Não terá a força de 12 anos escravo, mas o seu estilo mais contemplativo tornam-no numa obra igualmente meritória. Agora só temos que esperar por Domingo para saber.

Em Portugal a cerimónia será transmitida pela TVI, em direto, na madrugada de domingo para segunda.

  • Margarida Duarte

    E a Sandra Bullock? Gostei imenso da prestação dela. Acho que esteve excelente

    • Será um duelo a três, mas atendendo aos prémios que têm ganho, vou apostar na Cate, mas a Sandra ainda pode ganhar, Gravidade é um filme genial e muito também por causa dela

      • Margarida Duarte

        e tinhas toda a razão! 🙂

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