PHILOMENA

Filomena (Philomena, 2013)

Filomena é um dos nomeados para o Óscar de Melhor Filme deste ano. Vendo-o percebe-se porquê.

Esta é uma obra que reúne um conjunto de características com o poder de definir, à partida, um grande filme: excelentes atores com desempenhos soberbos (Judi Dench e Steve Coogan), uma história convincente que compele e comove a audiência, uma duração (relativamente) curta que permite um ritmo sem tempos mortos, mantendo o interesse e o impacto da história ao longo dos 98 minutos.

A história, baseada num caso real, centra-se num jornalista político de renome (Martin Sixsmith – interpretador por Coogan) que acabou de perder o seu emprego e começa a trabalhar com Philomena (Judi Dench), uma mulher que procura encontrar o filho que lhe foi retirado há quase 50 anos.

As duas faces do filme ajudam a manter o interesse desperto: por um lado, temos Dench e Coogan a contracenarem, numa exibição perfeita de interpretação que dá dinâmica aos diálogos e humor a situações que seriam “palha” de outra forma. Por outro lado, temos a vertente de mistério e suspense da investigação. Descobrir mais sobre o filho de Philomena mantém a expectativa e torna cada revelação e/ou twist num murro no estômago no espectador.

Uma grande qualidade do filme é o facto de ser dramático e lidar com questões tristes mas, ainda assim, ser capaz de manter o bom humor e não deixar os espectadores acabarem a visualização num estado de espírito depressivo.

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com