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Inteligência (Intelligence, 2014) – Início de temporada

 Inteligência é uma nova série que tenta explorar a corrida à tecnologia – no fundo, a guerra fria do século XXI – e os seus possíveis resultados.

A história desenvolve-se em torno da noção de que a atual corrida ao armamento é, na realidade, uma competição pelo avanço tecnológico. Como sempre, os E.U.A. (não fosse a série americana) estão na vanguarda, tendo conseguido incorporar um chip/processador extremamente potente no cérebro de um agente altamente qualificado – Gabriel (Josh “ex-perdido” Holloway), um ex-Delta Force e herói de guerra na frente Afegã. Como sidekick surge Riley Neal (Meghan Ory), uma agente secreta que tinha a cargo a segurança presidencial e é redirecionada para a proteção de Gabriel, considerado “a arma mais perigosa do mundo”.

Nesta série podem encontrar-se diversas influências: a personagem principal tem uma personalidade muito ao estilo de Mentalista e o tema do ser humano melhorado pelos avanços tecnológicos faz lembrar uma série obscura chamada Jack 2.0, transmitida entre 2003 e 2004. Paralelamente, correm linhas narrativas acerca de unidades terroristas infiltradas nos E.U.A. e ataques terrorista que a inteligência americana tenta prever, premissa muito semelhante à que vimos ser explorada em Homeland. Como é óbvio, é extremamente complicado fazer algo absolutamente original nos dias que correm: muita qualidade e diversidade e uma abertura a diferentes géneros (fantasia, policial, pseudo-terror, drama, comédia, super-heróis, etc.) contribuem para que cada série acabe por ir buscar inspiração a outras, e Inteligência não é exceção: herdeira de muito boas ideias, trabalhou-as e apresentou-as de forma exímia. No entanto, o Spoon espera que a série (no decorrer da primeira temporada e eventual renovação de contrato para mais temporadas) evolua no sentido de ganhar uma identidade que seja memorável por si mesma e não por analogias inevitáveis com outras fontes.

As interpretações são bastante boas, a dinâmica entre os personagens principais também e as expetativas ficam em alta quanto à continuação da temporada. Ficam também algumas pistas para o que será um enredo mais complexo do que pequenas missões de intervenção rápida e acção abundante que poderiam constituir 200 episódios.

  • Diogo Vilaça Santos

    Gostaria de ver a crítica do Spoon à série True Detective… está com 9,5 no iMDB!

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