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Firefly (2002-2003)

Criada por Joss Whedon (aka Rei dos Nerds), esta série conta a história do Captain Malcolm ‘Mal’ Reynolds (Nathan Fillion) e da sua tripulação a bordo da nave Serenity. É uma obra com uma sensação muito própria, sendo muitas vezes descrita como um Western Spaghetti no espaço. Foi cancelada ao fim de catorze episódios, mas criou seguidores de culto, o que fomentou o desenvolvimento do filme Serenity (2005), por parte da Universal Pictures, em parceria com Whedon.

Com um cast perfeito, todas as pessoas envolvidas neste projeto deram cem por cento, chegando ao ponto de na série Castle (exibida no AXN), na qual Fillion é a personagem principal, existirem alusões a este projeto. Nathan possuiu o grande desafio de interpretar a personagem Mal, pois teve que transpor uma sensação de alguém que sofreu muito ao longo da vida, mas que mesmo assim consegue demonstrar carinho e afetividade às pessoas que lhe são mais próximas. Outro aspeto importante nesta obra são as relações: para esta colher a melhor relação aqui presente era a de Zoë Washburne (Gina Torres) e Hoban ‘Wash’ Washburne (Alan Tudyk), pois, de todos os pares românticos, este era o mais provável de encontrar na vida real. Eles zangam-se, fazem as pazes, têm os seus momentos, e a todos os níveis assemelham-se a um casal real. Embora os outros casais não sejam desinteressantes, a sensação é que existem para preencher um determinado requisito, e apenas isso.

A um nível mais técnico, devido à falta de orçamento, muito do plot de cada episódio decorria dentro do espaço restrito dos sets da nave, quando por alguma razão o argumento exigia que o desenvolvimento desse evento fosse no exterior, os cenários continuavam a ser muito similares e indissociáveis. Mas tal ponto é apenas um pormenor, pois o que fez com que este programa tivesse tanto sucesso, não era o seu aspeto visual, mas as personagens e a ligação entre as mesmas.

Concluindo, é uma pena que este programa tenha tido tão pouca visibilidade, e ainda mais dramático só lhe terem dado catorze episódios de vida. Possuía um enredo interessante e personagens únicas que não se limitavam, como tantas vezes acontece, a estereótipos. Para quem ainda não viu fica aqui uma sugestão diferente, que não ocupará muito tempo, para quem já viu, é sempre uma boa opção para rever.

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