gigi

Gigi (1958)

Gigi é um musical que, em 1959, ganhou o Óscar de Melhor Filme com uma história passada em Paris do início do séc. XX. Algumas personagens são introduzidas por Honoré Lachaille (Maurice Chevalier), uma personagem com papel de narrador – um homem experiente nas ruas tortuosas dos casos amorosos, das jovens bem-parecidas e da vida parisiense de bon vivant. A narrativa acompanha em particular os dois protagonistas: Gaston Lachaille (Louis Jourdan), um jovem rico, atraente e, mortalmente, aborrecido com as trivialidades que o resto da cidade parece achar divertidas, e Gigi (Leslie Caron), uma jovem mulher de origens humildes, irreverente e indisciplinada, mas esperta e interessante. Com a presença de familiares de ambos os lados e criados que fornecem abundante alívio cómico, estes dois vão desenvolvendo a sua relação ao longo dos 115 minutos do filme.

Um dos pontos mais fortes desta obra é sem dúvida o humor. São vários os momentos em que surge um humor inteligente, quase cínico, que desanuvia o ambiente de época e as transições entre as partes musicais e as partes não musicais. Também há que reconhecer a excelente ponderação com que as músicas são introduzidas, entrando nos momentos certos, sem saturar o espetador com cantorias. Os atores têm excelentes desempenhos ao longo de todo o filme, especialmente os três referidos anteriormente.

Em termos negativos, o filme acaba por levar mais tempo do que realmente necessitaria a chegar onde chega: temos a sensação de que se fala demasiado, como se o espetador ainda não tivesse percebido bem o que está em causa, quando, na realidade, já está perfeitamente claro desde há algum tempo do que se trata.

 Em conclusão, Gigi é um filme divertido e com uma boa dose de entretenimento. Dentro do género musical também é bastante bom, mas, no geral, peca por se levar tão a sério, tornando-se mais carregado do que deveria ser.

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