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O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro (The Amazing Spider-Man 2, 2014)

É a sequela directa do reboot da Sony ao Homem-Aranha. Continuando a partir do fim do primeiro filme, o espectador vê Peter Parker a fazer o seu papel de herói de Nova Iorque e a namorar com Gwen Stacy, ignorando (ainda que não sem consequências para a sua consciência) a promessa feita ao Capitão Stacy nos seus últimos momentos de vida.

O filme começa com uma cena visualmente deslumbrante e hilariantemente bem concebida de Paul Giamatti, o que faz elevar as expectativas logo nos primeiros minutos. Neste segundo capítulo do Fantástico Homem-Aranha explora-se a forma como Peter lida com a sua promessa quebrada; como o desaparecimento dos seus pais – relatado no primeiro filme – se repercute na sua vida atual e no que se passa à sua volta; e, finalmente, alguma luz é imposta sobre os misteriosos Osborns. No total, é um filme com numerosas qualidades a seu favor.

Comparando estes dois filmes com a trilogia anterior, o que ressalta imediatamente é a qualidade do casting: não só as escolhas são adequadas, como são repletas de talento, desde a tia do Peter Parker (Sally Field) até à nova versão do Electro (Jamie Foxx), não esquecendo obviamente o protagonista, que faz uma interpretação muito mais real e humana do herói que muitos conhecem há anos. Também a música que o acompanha (com Hans Zimmer na direcção deste departamento) é de extraordinária qualidade: encaixa na perfeição com a acção, percebe-se que tudo foi bem pensado – um dos melhores trabalhos dos últimos anos.

A Sony segue o exemplo dos estúdios Marvel no que toca a filmes de super-heróis, dando pistas que indicam continuidade em relação à estrutura formada por décadas de histórias na banda-desenhada (isto aconteceu no primeiro filme, principalmente graças ao aparecimento da Gwen Stacy). E, de fato, apesar de se ter antecipado um afastamento em relação a essa filosofia, neste segundo filme continuamos a ter momentos chave que fãs de longa data reconhecem como eventos com imenso impacto na personagem de Peter Parker/Homem-Aranha. Momentos que, não só foram incluídos, como foram executados perfeitamente, transmitindo a necessária carga emocional. Ponto negativo: tirando esses momentos chave, o resto do enredo nada acrescenta, servindo apenas de ponte – nem sempre entusiasmante – para a sucessão de eventos que encaminha o espectador até ao grand finale.

Os Osborn vão tendo algum tempo de ecrã e, de cada vez, são 5 minutos que fazem a diferença, mas o Electro está absolutamente incrível, superando expectativas e demonstrando que reinterpretações de personagens podem ser feitas de forma genial. Tirando Jamie Foxx, que brilha (metafórica e literalmente) ao longo dos 142 minutos, o que se verifica são presenças pontuais que ocupam o tempo até que mais para o final cada um tem uns minutos de fama.

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