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Rio 2 (2014)

No primeiro Rio, Blu e Jewel acabaram felizes para sempre – o que não daria uma grande sequela – pelo que, em Rio 2, têm três filhos e uma crise de identidade de meia-idade, para apimentar a coisa.

Após o avistamento de uma possível arara azul na selva da Amazónia, surge a possibilidade dos nossos conhecidos pássaros não serem, afinal, os últimos exemplares da sua espécie. Auxiliado pelo seu GPS e pela sua bolsa à cintura, Blu concorda fazer umas férias até à selva (a pedido da esposa) e averiguar o que se passa por lá.

Comparado com o primeiro filme, este não desilude. Mas também não surpreende. Há excelentes momentos de comédia e as cenas com música envolvida são automaticamente cenas em que o espectador sabe, mais uma vez, que vai ter um momento de espetacularidade (não fosse o produtor musical executivo um senhor chamado Sérgio Mendes), mas isso já havia sido oferecido no filme anterior e torna-se desapontante – ainda que expetável – que as melhores qualidades se repitam sem nada de novo ter sido acrescentado.

Todavia, há que dar crédito ao realizador e aos argumentistas por não se focaram excessivamente nos jovens pássaros, algo que podia resultar, mas que seria ainda mais cliché dentro da categoria “dar filhos às personagens principais na sequela”. Em vez disso, temos um forte e bom investimento em personagens novas que adicionam cor (metafórica e literalmente) ao mundo que foi construído em Rio. Por outro lado, o tema – o pássaro desajeitado que prova que consegue ser corajoso e desenvencilhado – já é conhecido do primeiro filme, dando-se simplesmente uma mudança de cenário.

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