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Uma Morte Necessária (The Necessary Death of Charlie Countryman, 2013)

Uma Morte Necessária é um filme estranho. Bom. Mas estranho. A primeira metade do filme é passada sem ser possível compreender qual a direção, qual a linha guia que orienta a narrativa.

A premissa é a de que Charlie Countryman (Shia LaBeouf) consegue falar com os mortos – muito ao estilo de Tru Calling – que lhe vão fazendo pedidos, prestando explicações e, no geral, dando umas dicas. Acontece que um morto em particular acha boa ideia mandá-lo dar uma volta a Bucareste e o Charlie, tranquilo como sempre quando sob efeito de alucinogénios, vai apanhar um avião. Aleatório. Eventualmente, Charlie conhece umas personagens interessantes e, ao fim de 60 minutos, o filme ganha um novo objetivo. Posto isto, a segunda metade é ainda melhor do que a primeira.

A música tem uma presença muito forte ao longo de toda a obra. A banda sonora é muito bem escolhida para cada momento de ação, reflexão, suspense, slow-motions e corridas pela baixa de Bucareste. Uma Morte Necessária não seria o filme que é sem esta banda sonora. Outro elemento a destacar é o elenco: Shia LaBeouf, apesar de parecer sofrer de paralisia facial de vez em quando, tem um excelente desempenho ao longo dos 108 minutos – não só porque é quem tem 100% do tempo de câmara, mas também porque estabelece uma química excelente com todos os actores com quem partilha as cenas. Evan Rachel Wood, Mads Mikkelsen, Til Schweiger são alguns dos outros actores que mais dão a esta obra. Têm desempenhos excelentes e interpretam papéis que fazem crescer água na boca do espetador. Por fim, Rupert Grint (depois de vir de Hogwarts) tem a seu cargo uma personagem com um conjunto de características cómicas, e Rupert não desilude.

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