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Mulheres Rebeldes (Bitch Slap, 2009)

Gostam de bom cinema? Então se calhar esta crítica não é para vocês.

Gostam de mau cinema? Quão mau? Mesmo mau? Se é trash que querem, é trash que têm.

A arte de fazer algo tão mau que acaba por entreter é quase uma ciência e, em Bitch Slap (Mulheres Rebeldes), claramente não é uma ciência exata. É um filme de série B pensado por homens e para homens, de preferência aos altos-berros em frente a um ecrã gigante.

Rick Jacobson – que já realizou, por exemplo, alguns episódios de Spartacus – tenta construir uma narrativa “Sin-citiana”, mas mais misógina e trashy. Acaba por ser uma espécie de filho bastardo de uma possível one night stand de Quentin Tarantino, com Robert Rodriguez (sempre com a supervisão de Frank Miller). No entanto, o bebé caiu de cabeça.

Contextualizando; temos três raparigas voluptuosas, muitos close-ups (a maioria não é na cara delas), graxa, mangueiradas de água em slow-motion e sangue, muito sangue.

Ah sim, há uma espécie de história à mistura: Trixie (Julia Voth), Hel (Erin Cummings) e Camero (America Olivo), são três raparigas mal comportadas à procura de roubar 200 milhões de dólares em diamantes, que estarão enterrados num lugar inóspito e muito, muito quente (que conveniente!). Nesta narrativa suportada por flashbacks, partimos do final para o princípio, à medida que tentamos reconstruir a história; tendo até direito a um plot twist extraordinariamente decotado.

Depois temos todos os ingredientes do trash, que tenta ser altamente estilizado (mas é difícil ter estilo com um orçamento de 10 euros). Temos aquela musiquinha kitch, o fetichismo típico (neste caso, lesbianismo e lutas entre mulheres), mortes que ultrapassam o ridículo, e armas. Em resumo, temos 109 minutos bem passados – caso gostemos destes ingredientes. A única coisa que acaba por variar pouco na obra são os tamanhos dos seios das protagonistas, inversamente proporcionais ao seu talento interpretativo.

Não, não ganhou nenhum óscar, mas ainda assim consegue proporcionar boas gargalhadas e algumas frases memoráveis. Não sendo um filme que aspire ao culto, acompanha sempre bem uma(s) cerveja(s) e uns amendoins.

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