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O Caminho Entre o Bem e o Mal (A Walk Among the Tombstones, 2014)

 O mais recente projeto de Liam Neeson, que chega agora aos cinemas, deixa a desejar em qualidade e originalidade. Neste filme o espectador segue o caminho tortuoso de Matt Scudder, um ex-polícia reformado que se tornou investigador privado, aqui contratado para investigar o homicídio da esposa de um traficante de droga.

Como um típico policial, O Caminho Entre o Bem e o Mal podia ser um qualquer episódio de CSI, NCIS ou qualquer outra série com polícias, investigação e siglas. Pensando nos 114 minutos que são oferecidos, a verdade é que apenas a primeira metade suscita curiosidade e tem o poder de prender, em expectativa, o público à cadeira. Após este período, em que tudo começa a ficar mais claro, os mistérios a desvendarem-se e menos personagens caricatas a surgirem, o filme torna-se algo direto, simples e rápido: não há surpresas, twists e ainda são acrescentados uns saltos lógicos entre cenas, deixando a pergunta de como aquilo se terá passado.

Outro aspeto que deixou a desejar foi o próprio percurso do protagonista, Scudder. Desde cedo é sugerido algo sinistro a rodear o seu passado e os motivos que o fizeram trocar uma carreira na polícia por uma de investigador privado. No entanto, não só esse “mistério” é revelado de forma completamente anticlimática, como nem se sente que é devidamente explorado. Em vez de um caminho entre o bem e o mal, o espectador tem disponível um caminho pelo bem com umas memórias pontuais (ainda que traumáticas) do passado.

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