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Punisher: o Anti-herói da Marvel ao longo dos tempos

Surgindo pela primeira vez em 1974 na BD de “The Amazing Spider-man”, foi já nos anos 80 que este anti-herói ganhou notoriedade (oh anos 80). Enquanto vigilante com treino militar, ele mata, sequestra, tortura e maltrata no geral, tudo o que é bandido maltrapilho.

No Grande ecrã já tivemos direito a três Frank Castle (o nome do Punisher) –  Dolph Lundgren em 1989, Thomas Jane em 2004, e Ray Stevenson em 2008.

Na televisão é agora a vez de Jon Bernthal (um ex-walking dead) retratar este multifacetado assassino, na série da Netflix, Daredevil (leiam a crítica, aqui).

No entanto, antes da série (e de um possível spin-off), faz falta um ponto de situação dos filmes (spolier: merdosos) que tentaram recriar as aventuras e desventuras deste simpático amigo.

The Punisher (1989)

Este é o preferido de quem vos escreve, aliás, já o era antes de o ver: tem Dolph Lundgren, e é dos anos 80. E toda a gente sabe que nos anos 80 vale tudo nos filmes de ação, menos uma boa história.

Com uma tradução para português típica dos anos 80 – Fúria Silenciosa – este punisher é o mais badass. Tudo começa quando a família de Frank é assassinada pelas mãos da Máfia, e pronto… Depois é o típico revenge plot; porrada, porrada e porrada. Só faltam mais “gajas nuas” , com alguma amostragem de apêndices mamários, para elevar um patamar, porque de resto temos todos os ingredientes: péssimo acting, diálogos de brandar aos céus, e o Dolph Lungren a distribuir fruta.

cabedal, motos e sangue. Fuck Yeah

Cabedal, motos e sangue. Fuck Yeah

Punisher – O Vingador (2004)

Este é claramente o filme mais maricas dos três. Foca a vida de Frank Castle (um decente Thomas Jane), antes dos acontecimentos que desencadearam o desejo de vingança. Mostra-o fofinho com a família, com os seus parceiros de Donuts da polícia, e no geral, apresentam um Punisher pré-catarse. Posteriormente tenta-se enquadrar melhor a história da morte da mulher e do filho – a que se junta um banquete de sangue de toda a família – tudo para que possamos compreender as razões deste anti-herói, que ao pé de Dolph Lundgren, é um Cláudio Ramos.

Depois junta-se um elenco de atores secundários que incluiem a Rebecca Romijn (não, não mostra nada), acrescentando-se um romance desnecessário na vida do Punisher.

Resultado: tentaram fazer disto um filme sério e esqueceram-se que nós queremos é “mamas e porrada”, para merdices sentimentais eu vejo séries da BBC.

 

Ai que ele tem duas pistolas!

Ai que ele tem duas pistolas!

Punisher: War Zone (2008)

A essência dos anos 80, com efeitos visuais do novo século.

Frank Stevenson seria à partida o ator menos talhado dos três para fazer de Punisher, surpreendentemente e usando uma expressão brasileira – este gajo é foda (o vernáculo fica melhor em brasileiro). É goelas, escalpes, cabeças a rolar, um desrespeito delicioso pela vida humana, e uma ausência de remorso ao nível de um autismo vindo do belzebu. É quase um teletransporte para os anos 80.

Lá pelo meio existem uns flashbacks maricas que mostram o quão triste ele está por ter perdido a família, mas um “gajo” que mata assim, no mínimo aos 5 anos já incendiava gatos.

Se é um bom filme? Não, é péssimo, mas tem o Jigsaw (Dominic West), o único vilão marcante das três obras. Ter a cara feita em papa, depois de ter ido à trituradora, dá-lhe aquele toque “levei com um martelo pneumático na cara, mas estou-me nas tintas” que o torna um vilão sexy.

Sexy, hein?

Sexy, hein?

Agora, é esperar por Jon Bernthal, mas a verdade é que a primeira temporada de Daredevil foi tão boa, que nos deixou a salivar por um date Punisher + Cegueta. É de aguardar.

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