zootopia

Zootrópolis (Zootopia, 2016)

A Disney, 70 anos depois da estreia de Song of the South, apresenta uma correcção ao título de 1946, criando um mundo onde os coelhos e as raposas podem viver em relativa harmonia; um sítio onde mamíferos de toda a espécie, formato e dietas alimentares coabitam, e para além disso, são encorajados a ser o que quiserem – Zootopia (que na versão portuguesa, Zootrópolis, se perde na tradução).

A 55º produção animada, concentra-se na história de Judy Hopps (Ginnifer Goodwin), uma pequena coelha do campo, com sonhos de vir a ser a primeira da espécie a formar-se como agente da autoridade. Judy passa com tanto sucesso na academia que é, desde logo, destacada para a força policial de Zootrópolis, onde, devido à sua estrutura frágil, lhe é atribuída o papel de polícia de trânsito.

No entanto, Judy toma, por conta própria, a investigação de desaparecimentos em série na cidade. Para tal, recruta (quer queira, quer não), a ajuda de Nick Wilde (Jason Bateman), um vigarista de rua.

 

Zootrópolis é continuamente divertido e cativante desde o início. A animação é muito boa e apresentação da cidade é cuidada, elaborada e muito criativa. Um pormenor importante do filme é a correcção proporcional entre os animais (em quase todos os momentos).

Tudo isto torna Zootrópolis um filme bastante agradável e fácil de recomendar. Os temas centrais do filmes, à medida que o filme avança, vão se tornando cada vez mais repletos de significado e pensamento. Fundamentalmente, Zootrópolis, é sobre relações raciais e estereótipos e o quão rapidamente, até os mais racionais recorrem a estereótipos mal a situação se torna um bocado mais assustadora.

Este filme é um magnífico exemplo de como a Disney, no seu melhor, consegue tocar em temas sociais chave, sem se perder a magia da animação.

 

 

 

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