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Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016)

David Ayer é um realizador que eu estimo muito. Apesar da hipermasculinização e de alguma glorificação da violência, este senhor tem a capacidade de dar personalidade a qualquer cena de ação. Trocando por miúdos: “Porrada é com ele”. Talvez por isso, acabei por dar 14 libras para ir ver o Suicide Squad, isso, e pela Harley Quinn. Ainda que as minhas dificuldades económicas não sejam para aqui chamadas, no final, senti-me defraudado e mais pobre – apesar da Harley Quinn.

Depois de um longo hype e um excelente marketing, eis que surge o filme, e com o mesmo, as críticas devastadoras. Algumas delas, manifestamente exageradas (não se pode dizer que este filme seja pior que o Quarteto Fantástico). Infelizmente, com tanta edição, corte, e costura, perdeu-se história.

A narrativa em si é simples. Um projeto especial que une alguns dos “gandins” piores do mundo, para combater um bandido ainda pior. O Super Homem morreu, e o Batman está cansado, e o recrutamento envolve ir buscar pirómanos, serial killers, doentes psiquiátricos, samurais, e o Will Smith. No final três destaques: um dos piores vilões da DC (completamente inventado), e completamente acessório; uma Harley Quinn (Margot Robbie) a não desiludir, mas demasiado unidimensional; e o Will Smith a fazer de Will Smith com esteroides.

Depois temos cortes e edições que tiram a fluência do filme, e um desaproveitamento lendário do Joker (Jared Leto), completamente secundarizado. Mesmo as cenas de ação – a especialidade de Ayer – ficam muito aquém, com a utilização de um CGI ultrapassado e a roçar o ridículo.

Quanto aos outros personagens do filme, assemelham-se à prestação de Portugal nos jogos Olímpicos – estão lá, mas ninguém dá por eles. Nesta analogia a Harley é a Telma Monteiro e o Joker o Nelson Évora (amo-te Patrícia Mamona!).

Voltando ao mundo DC, e depois da glorificação (errada) de alguns filmes da Marvel, cabe-me dizer que, nem os filmes da DC são assim tão maus, nem os da Marvel assim tão bons. Suicide Squad é um Blockbuster redondo, e esquecível, mas que não envergonha ninguém, e deixa água na boca para a dupla romântica mais desconchavada depois de Gisela Serrano e do marido baixinho que apanhava – obviamente falo do Joker e da Harley.

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