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MotelX 2016: Os melhores para o Spoon

Terminou no passado domingo a 10ª edição do MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, com atribuição do Prémio Melhor Curta Portuguesa para a curta portuguesa “Post-Mortem” de Belmiro Ribeiro e o Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent para o filme da República Checa, “The Noonday Witch” de Jiri Sadék.

Porém o spoon gosta de fugir ao status quo, e para quem quer saber o que realmente vale a pena ver , quiçá fazer o download da internet (nós não dissemos isto!), eis o que melhor se viu no festival.

Atenção: não vimos os filmes todos, por isso pode-nos ter escapado algo, mas como temos o complexo de deus, vamos acreditar que encontramos a nata da nata

31 (2016, Rob Zombie)

Rob Zombie gosta de sangue (isso e da mulher dele que entra em quase todos os filmes). Mas aqui excede-se (positivamente). Imaginem um T6 mal decorado, com 5 pessoas. Acrescentem fetichismo com anões, palhaços, e artefactos. Para finalizar dêem-lhes 12 horas para sobreviver, num jogo em tudo parecido com monopólio (na duração), mas em vez de andar à caça de bens imobiliários, mata-se. Perceberam? Nem eu, mas gostei.

Demon (2015, Marcin Wrona)

Imaginem que o Kubrick refazia o Shinning, mas metia heroína no bucho primeiro (que me perdoe o deus Kubrick pela piada). Demon é semelhante na fotografia, e em alguns elementos, e na forma como se encadeia. Para compreenderem melhor, mete um casamento, mamas, um noivo possuído, um médico que não bebe, mas está sempre bêbedo, e o pior exorcismo de sempre. Genial!

Personal Shopper (2016, Olivier Assayas)

A Kristen Stewart nasceu para fazer personagens nervosas, tomboys, com rabos pequenos, e com o mínimo de expressões faciais. Entre o sofrimento e a prisão de ventre, Kristen entrega uma prestação muito digna, no filme em que o luto e o espiritismo está em plano de fundo. Este P.S. tenta-nos levar, num ritmo lento e a fugir aos clichés, a muitos sítios. No final não percebemos muito bem o que se passou, mas nem era esse o objectivo.

Before I Wake (Mike Flanagan, 2016)

Para quem vos escreve, o melhor conceito, e talvez o melhor filme do certame (perdoem-me se sou demasiado básico). Imaginem que todos os vossos sonhos se tornam realidade enquanto dormem, e apenas para as outras pessoas. Se sonhar com a Samantha Fox (nos anos 80) desnuda poderia ser perfeito caso a vossa casa seja habitada por mecânicos de bigode, por outro lado, quando se tem 8 anos e se sonham com papões que comem crianças e mães (literalmente e não figurativamente), a coisa pode ficar chata. A sério pessoal, façam donwload disto e depois venham falar comigo. Parafraseando o grande Fernando Mendes: “Espetáculo”!

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