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Sugestão para Domingo à tarde #40: Love and Other Drugs (Edward Zwick, 2010)

Hathahate – o movimento de haters da Anne Hathaway. A galardoada atriz de 33 anos aparentemente faz lembrar o miúdo que era odiado pelos colegas porque era adorado pelos professores. Tenho quase a certeza que o miúdo que era adorado pelos professores odiava ser odiado por isso. Pobre Anne. Não somos professores, mas vamos ser bons colegas, hoje vamos celebrá-la, porque as aulas estão a começar e o Spoon é anti-bullying. #hatersgonnahate

Conquistou o Óscar em 27 minutos, foi princesa, prostituta e astronauta, foi Jane Austen, Rainha de Copas e Catwoman, foi até chefe do Robert DeNiro, mulher do Jake Gyllenhaal gay e estagiária da Meryl Streep. Nem todos os filmes foram de prémios, mas Hathaway foi extraordinária nos diferentes registos. E, como estamos num solarengo Domingo de Setembro, não sugerimos Les Miserábles, vamos antes à essência destas tardes – filmes românticos ligeiros. E vão ver, podem tentar hathahatar à vontade, mas ela é óptima no que faz.

Estávamos em 2010 quando se reencontraram, depois de um casamento infeliz em Brokeback Mountain em 2005. Falamos de Anne Hathaway (claro) e Jake Gyllenhaal. Desta vez, ele não é um cowboy que descobre o verdadeiro amor numa tenda com o Heath Ledger e ela não é a mulher que vê o marido preso no armário. São o Jamie, um vendedor de Viagra, e a Maggie, uma jovem com Parkinson, aquela doença que costuma ser dos velhinhos. À parte destas características mais particulares, são como qualquer casal deste tipo de filmes: desastres emocionais com problemas de compromisso mas que se apaixonam, não sabem lidar com isso, arruínam tudo, apercebem-se do erro e resolvem-no (ou pelo menos tentam, já que neste caso parte do problema é uma doença incurável).

Claro que com estes atores ser como “qualquer casal deste tipo de filmes” é melhor do que o costume: há emoção a transbordar pelos olhos gigantes da Maggie, o smoulder irresistível do Jamie, há sentido de humor (com um cinismo às vezes excessivo) e uma química entre os dois que tira o ar plástico que muitos filmes leves têm. É mais difícil convencer num filme pequeno, mas mesmo assim conseguem. Nunca iria aos prémios, mas foge ao saco de “filmes à Sarah Jessica Parker”.

Não é bem uma comédia romântica, mas tem piada. Não é bem um drama, mas é triste. Anda ali num limbo, ligeirinho mas bonzinho. Perfeito para Domingo à tarde.

Até para a semana!

 

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