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Sugestão para Domingo à tarde #39: Bridget Jones’ Diary (2001, Sharon Maguire)

Prometo que há um filme como conclusão deste devaneio. Prometo que vos dou um filme, se aguentarem a deambulação à Ted Mosby, nove-anos-para-chegar-ao-cerne-da-questão.

Este é o nosso recomeço. Um ano depois de passarmos o Domingo com a Julie Delpy e o Ethan Hawke em Viena, Antes do Amanhecer, voltamos a trazer este conceito de filmes agradáveis para ver no sossego das nossas casas, nas tarde preguiçosas de fim-de-semana. É um regresso ao futuro – recomeçamos recuperando uma querida tradição, para manter a identidade do Spoon na sua nova fase.

A escolha desta semana é quase inevitável. Quinta-feira chegará às salas de cinema um verdadeiro recomeço – é, mais uma vez, Bridget Jones. E haverá recomeço maior do que a versão pré-mamã da cara (de) Renée Zellweger, que conhecemos neste papel em 2001? Ainda assim, e à semelhança do Spoon, mantém traços característicos, como o dilema entre dois homens.

Mas este não é o filme de hoje, voltaremos ao bebé da Bridget Jones mais tarde esta semana. O filme de hoje é o primeiro da saga, para que vendo hoje o primeiro capítulo e o segundo quiçá amanhã, possam chegar ao cinema, na quinta, capazes de apreciar verdadeiramente a evolução. Também é isso que esperamos que consigam fazer com o recomeço do Spoon, apreciar a nossa evolução.

Estávamos em 2001, quando estreou O Diário de Bridget Jones. Bridget era uma jovem adulta, no início dos 30, tendencialmente trapalhona, que trabalhava numa editora e era apaixonada pelo chefe, Daniel Cleaver (Hugh Grant a.k.a. expoente máximo dos filmes de Domingo à tarde). Como resolução de Ano Novo começa um diário, para registar a volta de 180o que tenciona dar à sua vida (resolução nº2). O diário vai-nos dando conta das suas paixões, dos seus planos, dos cigarros, do seu peso… e corre tudo mal, não há volta de 180o, há oscilação +/- 5o sem sair da cepa torta. Até que aparece Colin Firth e o mundo fica um lugar melhor. No fundo, isto é a história do Universo, tudo fica melhor com o Colin Firth. Há uma verdadeira batalha entre os dois, na cabeça de Bridget e numa fonte algures em Londres. E há um segundo filme, portanto não se convençam de que é uma história linear.

Esta é uma obra-prima dos filmes engraçados. Foi aos Globos de Ouro e mesmo aos Óscares. E voltou em 2004 e volta agora em 2016. Com uma Renée Zellweger que desta vez não engordou, um Patrick Dempsey que devia estar em Seattle e um Colin Firth que torna tudo sempre, sempre melhor. É por tudo isso que esta saga perdurará mais tempo do que a maioria das comédias românticas e é por isso que a trazemos hoje, para que perduremos juntos.

Bem-vindos de volta e até para a semana!

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