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Café Society (2016)

Café Society é um filme que retrata um típico triângulo amoroso nos anos 30, com uma ou outra surpresa pelo meio.

Bobby (Jesse  Eisenberg) está decidido a tentar a sua sorte em Hollywood e para isso conta com a ajuda do seu tio, Phil Stern (Steve Carrel), que é um bem sucedido agente de atores e personalidades variadas. A narrativa acaba por seguir um caminho bastante normalizado: rapaz apaixona-se por rapariga, rapariga já tem outra pessoa, mas rapariga apaixona-se por rapaz, rapariga acaba por escolher a primeira pessoa, desilusão amorosa, mudança de cidade, reencontro desconfortável.

A ideia é simples e não particularmente original, mas o que resulta neste caso é o quão bem executada é esta ideia. Primeiro temos Woody Allen no leme como argumentista, realizador e narrador, e as saídas e deixas típicas são perfeitamente identificáveis, ajudando a manter o espectador espicaçado ao longo do tempo. As típicas questões profundas dos filmes de Allen – o sentido da vida, o ser vs. parecer, a perversão do glamour – são temáticas sempre presentes que se enquadram particularmente bem nos anos 30 e na café society que acaba por envolver Bobby.

Segundo, os atores têm um excelente desempenho, sim, mesmo Kristen Stewart, por inacreditável que seja. Apesar de não ser a estrela desta produção, papel esse que pertence sem dúvida a Jesse Eisenberg e a Steve Carrel, acaba por conseguir criar uma mística à volta da personagem que era indispensável para o filme resultar.

Terceiro e finalmente, há uma excelente banda sonora que acompanha quase todos os 96 minutos num ritmo perfeitamente entrelaçado com o que está a decorrer.

Este é um filme que inspira alguma nostalgia e sentimentalidade, mas sem cair no excesso de tentar ser um puro romance dramático. O resultado é elegante e comedido, resultando numa experiência suave e não demasiado longa do início ao fim.

 

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