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Sugestão para Domingo à tarde #43: August: Osage County (2013, John Wells)

“The only woman who was pretty enough not to wear makeup was Elizabeth Taylor. And she wore a tone!”, Violet Weston

1º – As famílias são universais.

2º – A Meryl Streep também.

August: Osage County é a história de uma família. O seu patriarca, Bev (Sam Sheperd), suicida-se, o que faz com que as três filhas tenham de regressar a casa, no Oklahoma, e lidar com a mãe, Violet (Meryl Streep), a pessoa mais difícil de todo o sempre. São três quarentonas – Barb (Julia Roberts), Ivy (Julianne Nicholson) e Karen (Juliette Lewis) – a lidar com os dramas das sub-famílias que criaram. A estas juntam-se a tia Mattie Fae (Margo Martindale); o tio Charlie (Chris Cooper); o primo Little Charles (Benedict Cumberbatch); o pervertido noivo de Karen, Steve (Dermot Murleney); o futuro ex-marido de Barb, Bill (Ewan McGregor) e a filha do casal, a típica adolescente revoltada, Jean (Abigail Breslin). Juntos fazem uma versão alargada e caricaturada de todas as famílias com que qualquer pessoa sente, em algum momento, se identifica.

A Família Weston é talvez mais disfuncional do que a maioria. Mesmo assim, a verdade é que a matriarca podia ser a avó ou a mãe de qualquer um de nós e qualquer uma de nós poderia ser a Barb ou a sua filha. Há uma identificação transgeracional tendencialmente assustadora: acabamos a ser as mães e as avós que nos deixam loucas. Já os homens tendem a ser menos neuróticos, pelo menos no filme; o Tio Charlie é aliás uma pontinha de esperança.

A ação centra-se muito nos “diálogos”, uma versão drama-em-família de Who’s afraid of Virginia Wolf? (1966). Por ser a adaptação de uma peça, está concentrado no espaço de uma forma que a maioria dos filmes atuais não está, o que implica que o drama esteja todo nas personagens. E está, sem dúvida. Mas pode ser cansativo até porque as famílias têm um lado bom que não está representado e de que sentimos falta.

Vejam o filme em família, vão gostar imenso uns dos outros depois destas 2 horas do pior que as famílias podem ser.

Até para a semana!

P.s.: O Benedict canta. É adorável.

 

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