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O Bosque de Blair Witch (Blair Witch, 2016)

O Bosque de Blair Witch é uma sequela mais ou menos direta do filme de 1999 – O Projeto Blair Witch. Na sequência do desaparecimento de Heather no primeiro filme, o seu irmão mais novo, James (James Allen McCune) e um grupo de amigos decidem seguir uma pista encontrada na internet para tentarem encontrar Heather ou pelo menos clarificar o que lhe aconteceu. Pelo caminho cruzam-se com um casal fixado nas lendas locais que se oferece para os guiar pelo bosque. E assim começa uma terrível ideia.

 Enquanto o primeiro é considerado por fãs de filmes de terror como um espécime marcadamente bom, esta nova versão pouco mais é que um acumular de jump scares alinhavados ao longo de 89 minutos. Não há qualquer tipo de originalidade na narrativa, as técnicas baseadas em personagens a filmar já não são novidade nenhuma (desde VHS até aos quinze filmes de Atividade Paranormal) e acabam por ser mais do mesmo, com uma ou duas variações tecnológicas. A necessidade de usar e abusar de uma técnica barata para “assustar” a audiência (jump scares) é deplorável e representa tudo aquilo que há de errado na indústria do cinema de terror. O pobre CGI a que recorrem para nos mostrar a Blair Witch – algo desnecessário – junto das cenas finais faz lembrar mais jogos de computadores do que filmes de terror e não há realmente motivo para mais umas três tentativas de fazer as pessoas saltar das cadeiras, até porque por esta altura já está tudo dessensibilizado.

Há alguns pontos positivos neste filme. O trabalho da equipa de som consegue guiar mais o espectador nesta viagem do que a maioria das imagens. O setting do bosque consegue efetivamente transmitir a ideia de se estar perdido, desorientado e simultaneamente rodeado de perigos. E, por fim, os atores que até não eram maus e apresentaram um desempenho credível e empático.

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