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Sugestão de Domingo à tarde #48: Gilmore Girls (2000-2007, Amy Sherman-Palladino)

As Gilmore estão de volta! Abençoada seja a Netflix. Nove anos depois foi feito um especial de 4 episódios, 6 horas, que à data da escrita deste artigo ainda não foram vistos. Antes de ir a correr ver a revival, vamos rever o que vamos reviver.

Foram sete anos, 153 episódios, 503 chávenas de café*. 339 Livros. 359 Músicas. 284 filmes. Foram uma vila de excêntricos pitorescos e a reconstrução de uma família. Foi a história das Lorelais.

*A Rory, ou melhor , a actriz Alexis Bledel não gostava de café, muitas destas chávenas foram sim de coca-cola.

Para quem viu, revejam para entrar no mood certo antes de voltarem a Stars Hollow. Para quem nunca viu… Recomendo que comecem pelo início. O episódio piloto é exemplo perfeito da dinâmica e dos pontos-chave da história, mas deixo-vos uma ideia:

Lorelai (Lauren Graham), 32 anos, vive numa pequena vila, em Connecticut, é gerente da Pousada local e tem uma filha, Rory (Alexis Bledel). De 16 anos. Façam as contas. Pois… Lorelai cresceu numa família privilegiada mas sufocante e, quando aos 16 anos não teve o seu baile de debutantes porque tinha uma pessoinha a crescer dentro de si, resolveu fugir e construir a sua própria realidade. Fê-lo em Stars Hollow, a tal pequena vila, com 3000 habitantes, todos caricatos; começou como empregada de limpeza na Dragonfly Inn e subiu a pulso até gerente, enquanto educava sozinha a filha. Já Rory é um prodígio, grande demais para a escola local, e é esse mérito que a leva a entrar em Chilton, uma escola privada de elite, em que menos que genialidade é inaceitável. Problema: menos que rico também… E assim têm de reestabelecer a relação com os avós Gilmore, por dinheiro.

Estes são os princípios básicos, não vou contar o enredo de 7 anos, é essa a graça. Mas preparem-se: não é uma série de acção nem de fantasia. É o dia-a-dia de uma mãe solteira e da sua filha adolescente, numa terriola, com jantares semanais para salvar a relação com os avós ricos e distantes. Vejam antes de assumirem que então é aborrecido!

 

Elas falam muito rápido. Mesmo muito. Os guiões tinham 5 vezes mais páginas do que os de séries normais, pela extensão dos diálogos. Maximize your wpm!, ensina a Paris (arqui-inimiga/melhor amiga da Rory). A culpa é de tanto café e da genial Amy Sherman-Palladino, criadora da série.

Nem tentem fingir que apanham todas as referências mas podem descobrir coisas engraçadas a tentar percebê-las. Obrigada, Lor, pelo Casablanca.

A Melissa McCarthy começou aqui, como chef da pousada e melhor amiga da Lorelai.

Vão tornar-se Team Luke ou Team Christopher. Team Logan, Jess ou Dean. E vão defender a vossa opinião até à morte, para no fim vermos que somos é todos Team Gilmore.

As personagens evoluem e mesmo as secundárias são completas e complexas, há sete anos para dar substância às pessoas. Com o tempo vemos que Rory não é assim tão perfeita nem a Emily tão má. A Lorelai é a super mulher mas em simultâneo um pequeno caos, tudo colado com cafeína, velocidade e humor. Tal como a série. Tal como a mãe. Tal como a filha.

Foram sete anos, mas é para a vida. <3 Gilmore

 

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