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Vaiana (Moana, 2016)

Vaiana é o mais recente filme da Disney com toda uma nova temática – se bem que pouco adequada para a época natalícia no hemisfério norte. O filme decorre na Polinésia antiga, utilizando mitologia e contos regionais para iniciar o enredo. Neste caso Maui (voz de Dwayne Johnson) é um semideus responsável por roubar uma gema preciosa com o poder da criação. Tanto Maui como a pedra são dados como perdidos, o que coloca a sobrevivência do próprio mundo em questão. Vaiana (voz de Auli’i Cravalho) é a filha do chefe da aldeia de uma das ilhas ameaçadas e que vai lutar contra a tradição de não abandonar a ilha para águas profundas e responder ao apelo do oceano (literalmente das cenas mais cómicas do filme) na tentativa de descobrir Maui e obrigá-lo a repor a gema – literalmente o coração da deusa da criação – para que tudo volte ao normal.

Premissa simples, desenrolar bastante formulaico. Então o que resulta nesta animação? Para já o facto de ser formulaico joga a favor do filme, é a típica aventura em que a protagonista supera as suas próprias capacidades e expectativas dos demais para provar que afinal consegue ir mais além. Pelo caminho converte uma personagem ambígua a ajudá-la e a ser legitimamente uma força para o bem. Sempre resultou e há de continuar a resultar, portanto resulta bem o facto de ser um contexto cultural novo, o que permite mergulhar um pouco em aspetos mais específicos que dão uma aura personalizada ao filme. Os desempenhos dos atores que emprestam a voz às personagens também é um dos grandes pontos fortes – Dwayne Johnson confirma que efetivamente é possível vir de um background diferente e ainda assim ter talento para a representação e  Auli’i Cravalho é uma feliz revelação.

Menos bem resulta a repetição de piadas até à exaustão. Há alguns pontos de comédia que são abusados ao longo do filme, infelizmente o que faz rir à primeira por ser legitimamente engraçado e à segunda porque não estávamos à espera de uma repetição, enjoa sobejamente pela décima vez. O ritmo do desenrolar da ação também cai por terra junto ao final da primeira metade do filme – para alguns será natural a tendência para altos e baixos, para outros será um esforço extra para manter o foco na grande tela.

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