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Colheres de Ouro: Top 10 Filmes de 2016

Os 10 Melhores Filmes Estreados em 2016 em Portugal

A ordem não é por qualidade, mas por autor. Sendo assim, este Top reflecte a opinião dos autores do site, confluindo num top 10 em que a globalidade dos integrantes concorda. De referir que, sendo o Top referente a 2016, entrarão todos os filmes que estrearam no circuito comercial no presente ano.

Encorajamos desde já, e antes da leitura do artigo, que todos os adeptos do Michael Bay auto-inflitam dor na cara e nunca mais entrem neste site. A todos os restantes uma boa leitura…

Isabel Brito – estes foram os meus preferidos e não incluem aqueles que foram aos Óscares de 2016

Fantastic Beasts and Where to find them (Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, David Yates) Estreia: Novembro

Não é o melhor filme do ano, mas foi o melhor momento numa sala de cinema: quando aparece o logo da warner bros. e começa a música. (O tema da hedwig para os mais fãs). Depois aparecem o Eddie Redmayne e as suas bestas todos igualmente adoráveis.

Zootrópolis (Bryan Howard, Rich Moore, Jared Bush) Estreia: Março

Há um padrão nos “melhores” deste ano: não são assim tão bons… neste caso, não é tão como Inside Out, mas seria difícil conseguir ser. Mesmo assim, foi o melhor filme de animação que a Disney fez este ano, superando Bichos e Vaiana. Entre a musica da Shakira, o plot twist e a coelhinha adorável, é alegria para miúdos e graúdos.

Everybody wants some !! (Todos querem o mesmo, Richard Linklater) Estreia: Abril

Este top é pessoal, por isso não podia faltar o novo de Richard Linklater. Não é a obra prima que foi Boyhood mas mantém o registo natural e a valorização do tempo e da juventude. É a sequela espiritual do seu melhor filme, Dazed and Confused, e conta o primeiro fim-de-semana de faculdade de um grupo de caloiros. Deste ano, foi o melhor do estilo.

Nuno Zimmerman

Spotlight (O Caso de Spotlight, Tom McCarthy) – Estreia: Janeiro de 2016

Um grupo de jornalistas investiga escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja, e descobre centenas de casos de abuso sexual. Ao posicionar o espectador dentro da redação, o filme não demonstra apenas a maneira como o jornalismo é feito, mas também a motivação profissional que justifica a denúncia da hipocrisia de uma parte da Igreja, da burocracia imposta pelos poderosos e, principalmente, do abuso decorrente da fragilidade socioeconómica dos mais desfavorecidos. Vencedor do Óscar de melhor filme e melhor guião original.

The Hateful Eight (Os 8 Odiados, Quentin Tarantino) – Estreia: Fevereiro de 2016

Leva tempo, mas acabamos por reconhecer toda a genialidade do Tarantino nesta longa metragem. A maneira como molda os personagens, todo o background, relacionamento e historial entre cada uma, flashbacks… A cena onde todo o ódio, raiva, sentido de sobrevivência, despoletam é genial. Ao estilo a que o Quentin bem nos habituou: muito, muito, muito sangue. Um western para ver, rever e rever.

Rogue One (Rogue One Uma História de Star Wars, Gareth Edwards) – Estreia: Dezembro de 2016

Cronologicamente, esta história fica bem no meio do Revenge of the Sith e do New hope: um Star Wars 3.9. A narrativa gira à volta de Jyn Erso, filha de Galen Erso, o génio por detrás da construção da mais épica máquina de aniquilação, a Death Star. Jyn vê uma mensagem do seu pai que revelava que tinha colocado uma pequena falha no sistema. Aborda a Aliança Rebelde, na tentativa de engendrar um plano para roubar os planos da Death Star. Mas os Rebeldes não conseguem chegar a um consenso, considerando tal investida muito perigosa. Mas Jyn não desiste e, com a ajuda de um pequeno grupo de soldados rebeldes, viaja até Scariff e consegue roubar os planos, determinantes para a destruição da Death Star.

Jéssica Rolho

Lion (A Longa Estrada Para Casa, Garth Davis) – Estreia: Dezembro de 2016

Nomeado para vários prémios, entre os quais o Globo de Ouro para Melhor Filme Dramático, esta história verídica é sem dúvida um filmes imperdíveis deste ano. A produção de Garth Davis, que retrata a procura de Saroo pela sua origem, durante 25 anos, é simplesmente apaixonante. Para além de interpretações excepcionais como Dev Patel e Nicole Kidman, destaca-se também a banda sonora, a cargo de Hauschka e Dustin O’Halloran, que leva o espectador a sentir-se parte do filme, como se também o vivesse.

Menção Honrosa: Manchester By The Sea (Kenneth Lonergan) – Estreia: Janeiro de 2017

Por causa das distribuidoras, o filme passou para a primeira semana de Janeiro de 2017, a verdade é que o Spoon já o viu. Não o podendo colocar no Top, merece no mínimo uma menção honrosa.

Nomeado para 5 Globos de Ouro, entre os quais o Globo de Ouro para Melhor Filme Dramático e Melhor Actor (Casey Affleck), Manchester By The Sea é um dos filmes mais surreais de 2016. Casey Affleck está sem dúvidas de parabéns pela sua interpretação realmente fantástica, assim como o produtor e argumentista Kenneth Lonergan pela criação de um filme tão inspirador quanto este. Na história seguimos Lee Chandler (Cassey Affleck), alguém caracterizado por silêncios e ausência de emoções, que se vê obrigado a regressar a sua cidade natal para tomar conta do seu sobrinho, após a morte do seu irmão, Joe.

Nuno Pereira

Deadpool (Tim Miller) – Estreia: Fevereiro de 2016

É arrojado colocá-lo como um dos melhores, mas a verdade é que merece. Para além de cumprir a expectativas de todo o hype gerado, suplanta-as. Tudo foi minuciosamente enquadrado para tirar esta obra do rótulo de “mais um filme de super-heróis”. É arrojado, politicamente incorreto e tem genuinamente graça, algo que começa a ser muito difícil nos dias de hoje. Uma palavra para Ryan Reynolds. Para quem achava que ele não se iria recompor depois de Green Lantern: Deadpool e Scarlett Johansson!!!

Noctunal Animals (Animais Noctunos, Tom Ford) – Estreia: Novembro de 2016

Um neo noir esteticamente irrepreensível, com uma atenção a todos os cenários cénicos, e uma banda sonora absolutamente incrível. Para além disso, a narrativa dentro da narrativa, e as hipocrisias da sociedade chamada alta. Esta é a segunda obra de Tom Ford, e corre o risco de ser o melhor filme do ano. Nem que seja pelas respostas que não dá, mas que ficam.

Hell or High Water (Custe o que Custar, David Mackenzie) – Estreia: Dezembro de 2016

Só a interpretação de Jeff Bridges como “John Wayne decadente” já merecia um óscar de melhor filme (quase). Mas a verdade é que a força das interpretações é estendida para o grande Ben Foster, como Cowboy fora da lei, mas com um propósito e um significado para as suas acções. Um bad ass oldschool western, apoiado nos tempos modernos, e com uma cirúrgica crítica social. Um dos melhores deste ano, e um candidato a alguns óscares.

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