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Colheres de Trampa: Os 10 Flops do Ano 2016

Os anos não se fazem só de coisas boas. Vejam-se os exemplos de Donald Trump, terrorismo, filmes do Adam Sandler e gordos a correr na praia. Passando para a sétima arte, façamos o balanço do pior que passou por cá este ano. Este é o Top 10 do Spoon, para o pior que se fez este ano.

Isabel Brito

Bridget Jones’ Baby (O Bebé de Bridget Jones, Sharon Maguire) Estreia: Setembro de 2016

Só porque funcionou há DEZ anos não significa que possam tentar repetir. Foi péssimo – a Renné está desfigurada e a Bridget incaracterística, o Derek continua McDreamy mas corre-lhe tudo mal, nem sequer a criança é dele e o Colin Firth… pronto, dele não dá para dizer mal, mas não salva aquela desgraça. Aparece o Ed Sheeran, é engraçado.

My Big Fat Greek Wedding 2 (Viram-se Novamente Gregos para Casar, Kirk Jones) Estreia: Março de 2016

Já o primeiro foi mau. O segundo foi péssimo. A história tem alguma piada – os avós tem de se recasar porque o casamento original foi inválido e os netos estão a aprender a lidar com uma família grega (código para gigante e intrometida). Mas a representação deixa tanto a desejar.

Alice through the Looking Glass (Alice do Outro Lado do Espelho, James Bobin) Estreia: Maio de 2016

Foi um flop particularmente grande por comparação com o primeiro filme. O Borat é o exagero de sempre e o Johnny Depp perdeu o charme. O papel de Anne Hathaway é pequeno demais para salvar o resto. O verdadeiro problema é uma história fraca dirigida pro alguém que não Tim Burton

 

Nuno Zimmerman

Batman v Superman: Dawn of Justice (Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça, Zack Snyder) – Estreia: Março de 2016

Batalha épica, cenário ideal, melhores personagens inventados pela DC, num frente a frente. Ou então era isso que esperávamos… O que fica deste filme? Frustração. Tanto, mas tanto potencial, que ficou aquém. Mas o filme vai buscar muita coisa da BD e dos filmes animados. Vemos muitos pormenores que o corroboram. Explora a parte bem mais dark do Batman, e toda a polémica envolvendo um tal super-homem que chegou, viu e partiu tudo. Pelo impacto causado, pelo hype (principalmente pelos teasers que esta malta tão inteligentemente vai lançando antes da estreia), o filme desiludiu. Mas se o vi mais do que uma vez? Sem dúvida.

Ghostbusters (Caça-Fantasmas, Paul Feig) – Estreia: Julho de 2016

A nova versão de Ghostbusters perde a chance de empoderar verdadeiramente as suas protagonistas – de mostrar mulheres fortes e inteligentes, que conseguem superar as dificuldades com muita força de vontade e salvar o dia. Ao invés disso, resolve apelar ao mais baixo denominador comum, apresentando quatro desmioladas sem graça, comportando-se da mesma forma que os homens que desejam criticar, em vez de superá-los.

Jéssica Rolho

Suicide Squad (Esquadrão Suícida, David Ayer) – Estreia: Agosto de 2016

Era um dos filmes mais promissores deste ano, no entanto como se costuma dizer “Saiu-lhe o tiro pela culatra”. O produtor e argumentista David Ayer conseguiu estragar o que parecia ser uma boa história, vilões que salvam a humanidade, num filme fraco e pouco surpreendente.

Nuno Pereira

Mother’s Day (Um Dia de Mãe, Garry Marshall) – Estreia: Abril de 2016

Gary Marshall, que nos deixou este ano, já foi um deus das comédias românticas – com Pretty Woman à cabeça. Infelizmente, os seus últimos anos foram pouco prolíficos a esse nível e este “Um Dia de Mãe” é só triste. E enterra consigo duas atrizes que têm tido dificuldade em reinventar-se com a idade: Jennifer Aniston e (outrora rainha) Julia Roberts.

Dirty Grandpa (Um Avô Muito à Frente, Dan Mazer) – Estreia: Janeiro de 2016

Imaginar o Robert DeNiro como neto do Zac Effron já é mau, mas colocá-lo a masturbar-se num filme daqueles? Ele é o Touro Enraivecido!!! Infelizmente, neste filme é mais um velho adormecido. Esta obra consegue ser racista, sexista, homofóbica mas, pior que tudo, para comédia falta-lhe essencialmente… a graça. Enfim, resta-nos rever a cinematografia do DeNiro pré anos 2000.

Star Trek: Além do Universo (Justin Lin) – Estreia: Agosto de 2016

Pior que fazer um mau filme, é estragar o espírito de um clássico. Leonard Nimoy deve ter dado voltas na campa ao ver esta amostra de “velocidade furiosa no espaço”. Aquilo às tantas parecia mais um filme de ação do que de ficção científica. Not cool. Por isso, agora já chega.

Shut In: Reféns do Medo (Farren Blackburn) – Estreia: Novembro de 2016

Existem filmes de terror tão maus que se tornam hilariantes (Gritos, Sharknado, etc), infelizmente Shut In não entra nesta categoria, aliás só com muito boa vontade entra na categoria de terror. Acima de tudo vai ser lembrado (quer dizer esquecido) como uma obra que consegue juntar um bom elenco, com Jacob Tremblay (The Room), e Naomi Watts (King Kong), e estragar tudo. Entre a pseudo-psicologia e a tentativa de gerar suspense, o filme falha acima de tudo pelos diálogos ridículos e as situações caricatas. Se um filme de terror já é normalmente inverosímil, este consegue ser só chato, óbvio, e ridículo, e quase nada se safa.

 

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