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Rogue One: Uma História de Star Wars (2016)

In a Galaxy far far away, e passados 12 meses do último episódio de Star Wars, eis que surge o primeiro spin-off (ou chouriçoff), um capítulo que promete explicar porque raio é que a estrela da morte tinha um ponto fraco tão ridículo. Imaginemos a Estrela da Morte como um bebé recém-nascido, em Rogue One, percebemos finamente a moleirinha.

Para isso contamos com o simpático Diego Luna, que aqui faz de Capitão Cassiam, da equipa dos rebeldes. No entanto, sempre que vejo Diego Luna no ecrã, imediatamente salsa ressoa na minha mente, recordando o penoso Dirty Dancing 2 , em que ele faz de Patrick Swayze hispânico. Assim, é quase inevitável imaginá-lo sempre de camisa às flores – lembrança daquele DVD que saiu no correio da manhã.

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Em Star Wars Rogue One, ele tinha a difícil missão de se distinguir no meio das mil e uma personagens secundárias e descartáveis que são introduzidas no filme, o que de alguma forma conseguiu.

Mas voltemos um passinho atrás, antes de dar dois à frente (desculpem, continuo com o Dirty Dancing na cabeça). Em Rogue One, começamos com uma cena incrível, com uma fotografia magistral, no meio do nada. Galen Erso (Madds Mikkelsen) é um cientista do Império, designado (e contrariado) para construir a Death Star. Vivendo uma vida tranquila, ao lado da sua mulher e filha, é encontrado e forçado a voltar ao trabalho. Quanto à sua filha (e protagonista) Jyn (Felicity Jones), torna-se fugitiva e sem grandes objectivos, até que encontra Cassian e é reconvertida aos valores da Aliança. Forrest Whitaker entretanto aparece, diz umas coisas, e pronto…

Vamos ser sinceros, são 133 minutos para explicar algo que demoraria menos a explicar, que o TAEG nos anúncios de cartões de crédito. Mas não era isso que nos impedia de entrar na sala. Rogue One é um filme feito de fãs (realizado por Gareth Edwards) para fãs. Com todos aqueles elementos que farão os geeks (incluindo quem vos escreve) se contorcerem na cadeira enquanto lançam gritinhos e ajeitam os óculos. Um SciFi incrível, uma banda sonora de Michael Giacchino muito boa e… personagens bem conhecidos.

As cenas de acção são outros dos pontos fortes do filme, efectivamente a tensão criada culmina numa batalha digna das obras principais. No meio de tudo isto, e enquanto a narrativa procura tapar buracos, destaca-se também a Felicity Jone e a sua Jyn, tavez a única que foi bem desenvolvida, e com a qual nos conseguimos relacionar. É através dela que nos colamos à acção. Quanto ao vilão do Império, o Director Krennic, o que importa dizer é que Ben Mendelsohn nunca falha, isto apesar da sua personagem (como quase todas as outras) ter sido subaproveitada. No entanto, não deixou de roubar quase todas as cenas em que entrava, com a sua malvadez e falibilidade (o tipo sofria imenso para vilão).

E é precisamente aqui que, todo o livro em branco que poderia ser este SW, falha. Sendo um spin-off e não havendo quase história, poderiam ter sido explorados outros caminhos. Ao invés disso, foram desfilando uma série de personagens com imenso potencial, mas com zero impacto na própria narrativa.

Mais uma ressalva, e antes de programar uma nova ida ao cinema, o drone K-2 (Alan Tudyk) é a alma cómica de todo o filme, e rouba facilmente a nossa atenção.

Por fim, temos um final expectável, mas algo preguiçoso, com direito a uma fan pleaser scene.

Assim no geral, temos uma obra feita para fãs, mas que ao início mostrava um potencial incrível, que vai perdendo ao, consecutivamente, jogar pelo seguro, colando-se à receita original da franquia. Se é bom? Sim, conceptualmente, muito interessante. Infelizmente, não deixa de ser um “encher de chouriços” até ao episódio VII. E só já falta um ano.

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