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Bleed For This – A Força de um Campeão (2016)

Filmes sobre boxeurs existem muitos. No entanto, por alguma razão, parece sempre que se dissimula mais do que se emula. Por outro lado, toda a catadupa de filmes que metem punhos (tirando o Anti-Cristo) são na generalidade entretenimento vazio.

Para fugir a isso, normalmente dar o cunho de “baseado em factos verídicos” costuma catapultar as narrativas para outra dimensão (de bilheteira). As pessoas tendem a confundir um bom filme, com uma boa história. Sim, o Rocky é o epíteto de coração e qualidade, mas acima de tudo, uma obra que fez sentido naquela altura.

Por outro lado, histórias de superação fazem sempre falta. É precisamente aqui que chegamos a Bleed For This. O filme baseado na história de vida incrível de Vinny Pazienza, um boxeur que desafiou as probabilidades ao ter o comeback mais lendário do histórico da modalidade – e para isso é preciso ter muito coração.

Para protagonizar esta história com tanta força chamou-se Miles Teller, um ainda jovem ator que mostrou exatamente as mesmas qualidades desta personagem, quando protagonizou Whiplash. Infelizmente, até ver, não mais encontrou a obra que desse sequência a tudo aquilo que prometeu de início. E Ainda não foi desta.

Isto apesar de termos uma boa parelha com um Aaron Eckhart irreconhecível (em bom) no papel de Kevin Rooney, o seu treinador.

O que falha então? Bleed For This é como uma daquelas raparigas que se preocupa em demasia com a maquilhagem, ou aquele rapaz que anda sempre com o Inevitável Leveza do Ser debaixo do braço, mas na realidade a única coisa que leu na vida foram as indicações do GPS para o MAIN. A obra tenta parecer muita coisa, mas acaba por ser (e saber a) pouco.

A história é efetivamente incrível, mas com mais mérito da vida do personagem real, do que propriamente da obra sobre o qual se baseia. Por mais que se procure constantemente comover e chegar a nós, a verdade é que raramente se sente empatia com os personagens. Existe sempre um estranho distanciamento obra-espectador, que nos torna quase um elemento externo à ação, sem grande vontade de participar.

É certo que entretém e que, em momentos, consegue ter algumas cenas que parecem replicar aquilo que Vinny deve ter passado, mas sempre de forma algo fria e mecânica. Faltou sempre um pouco para chegar lá, mas continuamos a gostar de Miles Teller. Fica para a próxima!

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