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Série Para Quem Depois de Narcos Sentiu um Vazio

Queen Of South

Nº de Episódios: 13 (1ª Temporada)

Duração: 40`

Convínhamos, toda a gente gosta de Narcos. Mesmo as pessoas que não viram, gostam de Narcos. Acho que se chama a isso pressão social, ou lá o que é. “Bullying de séries”, no fundo.

Para os que viram, e querem ver mais, que tal uma pausa? Para os outros, que tal uma iniciação?

Em “Queen of South” (em Portugal passa na Fox Life), acompanhamos Teresa Mendoza (Alice Braga), alguém que a Lei de Murphy fez questão de usar como exemplo. Sem família, condenada à prostituição no seu país – México-, conhece e apaixona-se por Guero (Jon-Michael Ecker), e é apresentada a Don Epifanio (num recorrente papel de barão da droga de Joaquim de Almeida).

Infelizmente, o conto de fadas acaba-se rapidamente, e ela vê-se obrigada a fugir para a América. Aliás, a primeira cena da série reporta a um futuro em que ela parece já estar por cima, até que…

No fundo, Queen of South é o How I Met Your Mother da droga. How I was fucked up cause of the cocaine. E a explicação tem tanto de morosa, como de empolgante. Aqui vamos acompanhando a bela Alice Braga, na sua ascensão e possível queda dentro do mundo dos cartéis da droga. Alice interpreta uma espécie de Pablo Escobar sem bigode e bastante mais sexy.

A segunda temporada já está confirmada, e o final da primeira deixa antever que ainda há muita história para compor. Esperamos que, ao contrário de HIMYM, ela não demore nove anos a contá-la. No fundo, como a cocaína, queremos um kick de adrenalina que dure somente o necessário para que tenhamos de pedir mais logo de seguida. Por isso, não se deixem enganar se a coisa começar a vir com farinha.

Mas o que é que a série tem de tão especial? Alice Braga é absolutamente genial e, para além do mais, tirando o facto de sabermos que ela não vai morrer (para já), pouco mais sabemos. Por outro lado, temos Veronica Falcon, que interpreta Camila Vargas, recém separada de Don Epifanio, e com muitos mais cojones que ele. Esta é uma série de mulheres que não se transformam em homens para fazer o seu papel. Este soco na normalidade, algo raro no status quo masculino, dá aqui provas de ser muito eficaz. Esperemos que o sexismo se torne cada vez mais “démodé”.

Entretanto, salivemos por mais!

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