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John Wick 2 (2017)

John Wick está de volta e numa obra ainda mais badass que a primeira. Este segundo capítulo dá-nos uma grande sensação de continuidade, mais que não seja porque nos dá a impressão de que entre o primeiro e o segundo filme se passaram apenas um par de horas. Tal também se prende com o facto de no final do primeiro John ter adotado um novo cão. Assim sendo, a sua demanda só estaria completa após reaver o seu carro. E é este o mote para os primeiros minutos de ação. Mas a história gira em volta de um favor que Wick se vê obrigado a concretizar a Santino D’Antonio. Após isto já se sabe o que esperar: incontáveis cenas de violência gratuita, o que confere uma aura de excitação máxima (sem segundas intenções suas mentes sexys!) a quem se vê deslumbrado por este género de filmes.

Keanu Reeves desempenha o papel de forma bastante eficaz porque; a) o homem não parece envelhecer nunca e b) fala muito pouco. É bastante agradável ver o resto do elenco que já tinha aparecido no primeiro (que padecem do mesmo “mal” de Reeves – os anos não lhes passam em cima). A adicionar autenticidade às personagens italianas do filme (grande parte da ação é passada em Roma), temos o facto de haver um esforço no sentido de procurar nativos nessa língua (factor comum com o que se passou com Viggo Tarasov no primeiro capítulo). Assim, em vez de um italiano muito pouco convincente, temos o charme da língua no seu estado mais puro.

John Wick é um filme pautado por alguma violência (sendo que o “alguma” é bastante subjetiva conforme a susceptibilidade do espectador). Uma pessoa perde muito rapidamente a conta ao número de mortos mas, o mais fascinante, para além da quantidade de balas disparadas e sangue a jorrar por tudo quanto é humanamente possível, é o facto de se poder ver tudo. Pessoas a serem atropeladas por carros? Pessoas a serem espancadas? Pessoas a morrerem atrás umas das outras? Pessoas a serem projetadas não-sei-quantos metros e a baterem em paredes e pimbas!, chão? Sim senhor, deixem-me só aqui abrir mais o plano para não faltar qualquer pormenor. Nada é deixado à imaginação porque o realizador claramente é um homem muito generoso (e cheio de testosterona). A impregnar ainda mais este fervor temos efeitos sonoros muito fortes. Cada som foi ampliado ao máximo e cada costela partida pode ser facilmente ouvida, com os níveis de adrenalina a serem aumentados!

Wick queria reformar-se… Mas se assim fosse os bolsos de alguém estariam muito menos cheios por esta altura do campeonato. Assim, temos esta sequela escrita e realizada pelos mesmos nomes por trás do primeiro filme. O que esperar? Muita congruência entre um e outro e, já agora, o pretexto para um terceiro (deve, de certeza, acontecer uma vez que o final foi bastante claro nesse sentido e deixado em aberto). Este filme será do agrado dos fãs, embora, receemos que seja demasiado explorado numa possível sequela, deixando de lado a premissa simples caracterizadora de Wick. Até lá, vamos ali experimentar umas aulinhas de Karaté porque quem não quer ser tão cool como John?!

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