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SUGESTÃO PARA DOMINGO À NOITE (Série) #60:

Com estreia em Portugal marcada para hoje (domingo, dia 26 de fevereiro), a nova aposta da AMC, traz-nos a história de James Delaney, dado como morto depois de uma viagem até África, que regressa a Londres, depois de saber da morte do seu pai. Com Kristoffer Nyholm como realizador, e criado por Steven Knight, conta com um elenco de luxo, onde se destaca Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”, “The Revenant: O Renascido”).

Taboo é uma série britânica produzida da BBC One e FX, que teve como data de estreia 7 de janeiro de 2017, no Reino Unido. Criada por Steven Knight (“Peaky Blinders”, “Allied” e “Pawn Sacrifice”), Tom Hardy e o seu pai, Edward “Chips” Hardy, baseia-se numa história escrita pelo Hardy filho.

A série conta com oito episódios, passados em 1814, quando James Delaney (Tom Hardy) retorna a Inglaterra, após doze anos desde que foi dado como morto em África. James regressa após a morte do seu pai e com a guerra entre a Inglaterra e os Estados Unidos a chegar ao fim.

E nesse contexto que vai herdar o negócio da família, recusando-se a vendê-lo para a Companhia das Índias Orientais, juntamente com a sua coleção ilegal de diamantes que trouxe de África, Delaney vai tentar construir o seu próprio império de transporte naval, no início do século XIX. No entanto, também vai procurar a vingança, depois da morte do pai, que fora envenenado. O seu regresso será assim marcado por conspirações, assassinatos e um mistério familiar que vai acabar numa história de amor e traição.

Tom Hardy protagoniza e coescreve esta extraordinária minissérie produzida por Ridley Scott (“Gladiador”). O elenco é ainda constituído por Oona Chaplin (“A Guerra dos Tronos”), Michael Kelly (“House of Cards”) e Jonathan Pryce (“Piratas das Caraíbas” e “Guerra dos Tronos”).

A série foi confirmada para mais duas temporadas, o que não é de admirar face às críticas positivas que tem recebido. Para além das boas performances em geral é de realçar Tom Hardy, que possui uma habilidade para transformar anti-heróis furiosos e musculados, em personagens interessantes e pelas quais nos apaixonamos pelo seu mistério. Um ator admiravelmente comprometido com o seu papel, com o magnetismo para elevar até mesmo os momentos mais ridículos, tornando Taboo numa viagem intrigante, embora às vezes, sinistra e violenta.

São as cenas de diálogo escasso do primeiro episódio, assim como a melancolia metafórica que nos fazem estremecer, e nos prendem ao ecrã até ao último segundo. Uma série que envolve qualquer um, sugando-o num drama de um período da história misterioso, escuro, e imensamente brutal.

No entanto, apesar das críticas positivas, alguns historiadores já mostraram o seu descontentamento e preocupação sobre a maneira como a Companhia das Índias Orientais está a ser retratada. Tirthankar Roy, um historiador de economia, na London School of Economics, argumentou que Taboo deu uma visão excessivamente negativa da Companhia das Índias Orientais. No entanto, um professor na Manchester Business School, Matthew McCaffrey, considera que a série retrata a Companhia das Índias Orientais, realisticamente.

Steven Knight, criador da série, ao pronunciar-se sobre a série, afirma: “James Delaney é um ser humano profundamente defeituoso e perturbado. A sua maior luta será contra a Companhia das Índias Orientais que, ao longo do século XIX, foi o equivalente da CIA, a maior e pior corporação multinacional do mundo, que transformou tudo num monopólio auto-justificado e motivado religiosamente”.

Taboo torna-se assim numa série poderosa, com a sua originalidade em alguns pontos abordados, e que apesar de ter um começo lento no que diz respeito ao argumento, se torna intrigante e dramático, ao ponto de sermos atraídos pela sua intensidade.

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