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Sugestão Para Domingo à Tarde #58: Dawn of the Dead (Zack Snyder, 2004)

Em primeiro lugar perdoem-nos por não ter trazido a versão original do filme Dawn of The Dead, do gigante (vénia) George A. Romero. No entanto, parece-nos que considerar essa versão um “filme de domingo” seria um sacrilégio para um dos percursores do género Zombie. Fica a homenagem e o piscar de olho.

            O original Dawn of the Dead do mestre George A. Romero, que em 1978 revolucionou o género.

Feita que estão as apresentações, falta introduzir o Zack Snyder de 2004 (o que agora realizou o Super-Homem a bater no Batman). Back in the days, O Zack era um puto  (de 38 anos), com uma grande cultura e subcultura cinematográfica, um bom gosto incrível, e uma estética invejável. Utilizando essas armas, recriou o clássico dos anos 70, trazendo-o para o novo milénio, e com um toque leve de crítica social.

A ideia é simples: Uma epidemia zombie alastra-se rapidamente, sem se perceber como surgiu e, pior que isso, sem perceber como parar. No meio deste holocausto zombie, quase tão frios como esses amigos comedores de cérebro, surgem as pessoas que, na iminência de morrer, revelam um sentido narcísico do mais apurado possível, não olhando a meios para se “safarem”.

No meio deste “regabofe” todo surge Ana (Sarah Polley) – a boazinha – que, após ver o seu namorado morrer (algo que não a parece afetar muito), acaba trancada num centro comercial com um grupo de pessoas com motivações muito diferentes. Estão lá uma data de personagens (até Ty Burrell – Phill do Modern Family!), mas o único que merece destaque é talvez Ving Rames (Pulp Fiction), um tipo de 2m com uma caçadeira e sempre cheio de estilo.

Depois entramos numa espécie de big brother, com todas as fases previsíveis: Revolta, adaptação, consternação, abanão, revolta outra vez. E no fim ganha o “Zé Maria”.

Toda a narrativa evolui de forma sustentável e esperável, mas com um sentido quase sádico típico do género – numa das cenas os personagens fazem “tiro ao alvo” ao zombie. Algo malévolo dentro de nós gosta daquele voyeurismo, e não se importa que, um ou outro, vá morrendo. Sabemos onde nos querem levar, e só queremos ver mais algum sangue.

Não mete propriamente medo, mas também não cai no ridículo (o que seria muito fácil). Os diálogos são suficientemente consistentes para nos agarrarem e os (alguns) personagens apresentam dinâmicas trágico-cómicas que entretém. “Entreter” será a palavra que melhore define este filme e que o torna um “must see” do género, suficientemente bom, e medianamente tonto, ideal para qualquer domingo (de noite).

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