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Sugestão Para Domingo À Tarde #59: Straw Dogs (Rod Lurie, 2011)

Straw Dogs (cães de palha) é uma expressão com origem nos rituais da China antiga, como desceve a citação seguinte.
“Heaven and Earth are not partial. They do not kill living things out of cruelty or give them birth out of kindness. We do the same when we make straw dogs to use in sacrifices. We dress them up and put them on the altar, but not because we love them. And when the ceremony is over, we throw them into the street, but not because we hate them.” – Su Zhe
Em termos de significado urbano, um Straw Dog é um gandim, um larápio, um bandido, um pilhador e, neste filme, um redneck.
Remake de um original poderoso dos anos 70, realizado por Sam Peckinpah e protagonizado por Dustin Hoffman (nomeado para o oscar de melhor banda sonoro), teve em 2011 um remake muito decente (no meio da anormalidade dos remakes de terror).
Nesta nova versão de Rod Lurie, seguimos David Summer (James Marsden), um argumentista de Los Angeles que, juntamente com a sua mulher Amy Summer (Kate Bosworth), decide-se por fazer um retiro para poder escrever. O destino? Uma cidade perdida no meio de Mississipi – terra da mulher -, onde irão viver (obviamente) numa casa isolada e sem rede de telemóvel.
A ideia é simples: nada corre como o esperado, especialmente porque a cidade está repleta de Straw Dogs, com Charlie (Alexander Skarsgård) a ser o maior dos problemas. Por outro lado David, um citadino com pouco jeito para o campo, passa o filme a ser caracterizado como “frouxo”, enquanto vemos um escalar da tenção entre o casal e a vizinhança.
O melhor da obra vem para o fim quando, sem estarmos a espera, passa de um filme banal de terror, para uma defesa de honra hipermasculinizada (com tudo o que isso tem de bom e de mau).
A dinâmica aldeia-casal é a linha condutora para o desfecho. Neste caso, sabemos que “vai dar raia”, mas não estamos preparados para o escalar de raiva tão rápido.
A questão nem é se mete medo ou não (não mete), antes, com o espírito dos 70´s (do género Carrie e I Spit On Your Grave), e através do estereótipo e sexismo barato,  de alguma forma consegue chocar pelas ações (muitas vezes bastante gráficas), e é isso que nos agarra.
No geral Straw Dogs, apesar das muitas falhas de (falta de) densidade de argumento (típicas deste género de filme), funciona como uma homenagem fiel ao original de 1971, captando esse espírito e transportando o toque vintage para o novo século. Uma daquelas obras que não merece prémios, mas ajeita-se para um domingo.
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