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A Autópsia de Jane Doe

Há filmes de terror que são bons ou minimamente satisfatórios… Até que se tornem maus ou menos bons. E este é bom exemplo disto. Estava a ir bem, a fazer sentido, tinha suspense, a dose certa de sustos, banda sonora a criar todo e qualquer momento, até que pimbas!, vamos aqui enfiar uma explicação para esta Jane Doe a roçar o ridículo. E visto que esta é bastante central em toda a história, ao fazer-nos perder o interesse nela tal é meio caminho andado para a desgraça.

Quando na cena de um crime o xerife descobre um corpo, este decide levá-lo à família que conhece há mais de 20 anos. O início da narrativa é marcada por uma daquelas frases muito à Horation Caine do CSI Miami: uma polícia diz que não houve entrada forçada e que, ao contrário do expectável, parecia que a família queria sair. Isto faz sentido no final, não parecendo tão descabido como inicialmente fora.

De um modo geral, em termos de argumento a coisa resultava e tinha tudo para dar certo: pai e filho trabalham numa casa mortuária onde tratam das autópsias dos cadáveres que lá chegam. Austin Tilden (Emile Hirsch), que ia sair com a namorada, adiou os seus planos e ficou com Tommy Tilden (Brian Cox) para ajudá-lo na autópsia a um corpo não identificado. À medida que o vão examinando descobrem que algo de errado se passa com o mesmo. Daí para os clichés habituais das luzes a falharem, a rádio a mudar de frequência e uma figura indistinta no espelho que rapidamente desaparece, é um pulinho. Nada contra e tudo funciona razoavelmente bem mas sem nada que faça distinguir esta obra de tantas outras que atentam em assustar o espectador. Existem partes boas e que se aproveitam e outras que nos deixam desapontados.

O elenco é muito pequeno e podia destacar-se mais. Infelizmente tal não acontece e, devido à vasta experiência, a única pessoa que se distingue é o elemento mais velho: Brian Cox. Emile parece só enfastiado o tempo todo e sem grande credibilidade no que está fazer.

No entanto, há algo que merece palminhas: a banda sonora. Isto, senhores, faz o filme! A certa altura uma pessoa perde o interesse na história mas o raio da música não deixa ninguém esmorecer. Especialmente nos créditos finais, só queríamos sair dali para fora.

 

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