Logan

Logan (2017)

Mais um filme da Marvel desta feita com um toque extra de violência e sangue mas também com momentos dados à emotividade. Neste capítulo temos o final da história de Wolverine e uma diferenciação a nível de nomenclatura (Wolverine vs. Logan) sendo esta fulcral para criar um certo distanciamento daquilo a que estamos habituados.

Para começar, a história é passada em 2029, num ano em que os mutantes foram extintos. Temos um Hugh Jackman já envelhecido e com problemas no que toca à sua mutação. Quase que não o reconhecemos pela vida absolutamente normal (e infeliz) que leva: tornou-se um condutor de limusinas e tem como objetivo poupar o máximo de dinheiro possível para poder levar consigo Charles (Patrick Stewart) e Caliban (Stephen Merchant). Até que uma pequena criatura de nome Laura (Dafne Keen) aparece na sua vida e muda-a por completo.

Ainda que haja uma boa contextualização do panorama em que a narrativa se vê inserida, isso não compromete o ritmo do filme. Mas a verdade é que este começa a ser verdadeiramente entusiasmante quando Laura aparece em cena mostrando todo o seu potencial. A partir daí temos banhos de sangue a torto e a direito, violência gratuita e muitas garras a serem espetadas em tudo o que são partes do corpo humano. E o melhor é que se vê tudinho por isso preparem-se para o aumento desses níveis de adrenalina. Não deixando de lado todo um manancial de asneiras que tornam o filme ligeiramente impróprio a menores de 16 (mas com o andar da carruagem sabemos lá nós…).

Ao longo da obra temos um Logan muito humano com quem facilmente empatizamos. Ainda que contenha alguns laivos de irritação e frustração pelo meio (a vida não lhe é fácil), todas as expectativas que possamos criar à volta do seu caráter não saem defraudadas. E dizemos sem qualquer pudor: houve umas lágrimazinhas que se quiserem pôr entre nós e o ecrã (malditas sejam!).

É muito importante que o mérito seja dado: o elenco está extremamente bem escolhido. Jackman apresenta um lado muito vulnerável e emocional, a pequena Dafne Keen é estrondosa no seu papel, pautado por um imenso silêncio mas com grande intensidade, e Boyd Holbrook é particularmente excitante, com exceção, claro, daquele seu dente de ouro. Patrick Stewart é envolvente e diferente naquilo que nos foi dando ao longo de todos os filmes de X-Men e Stephen Merchant é cativante em todo o seu sofrimento, ajudado pela sua caracterização de albino.

O filme foi realizado por James Mangold que também já tinha ficado a cargo de Wolverine (2013). Em Logan também lhe devemos os créditos a nível de história e de argumento e, pela parte que nos toca, ficamos fãs. O próprio fez questão de introduzir alguns momentos de Shane, ou Os Brutos Também Amam (1953) que trouxe uma invulgar substância e significado à obra em que se vê inserida. Este western é trazido como sendo um dos filmes favoritos de Charles e é, também, base para a cena mais emocionante que está presente em Logan (o final).

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