SPEECHLESS - ABC's “Speechless" stars Mason Cook as Ray, stars Kyla Kenedy as Dylan, John Ross Bowie as Jimmy, Minnie Driver as Maya, Micah Fowler as JJ and Cedric Yarbrough as Kenneth. (ABC/Kevin Foley)

Série Para Quem Gosta de Falar a Sério a Brincar

Speechless

Episódios: 17 (1ª Temporada)

Duração: 20 min

A nova série de Scott Silveri (Go on, Joey) é surpreendentemente e positivamente leve, tendo em conta os assuntos que aborda. Aqui a novidade não é o tema, mas a forma.

Falar da paralisia cerebral sem vitimizar tanto a família como o portador é algo raro. O ser humano tem tendência em tornar “coitadinho” tudo aquilo que foge à norma. É exactamente a partir disto que Speechless se diferencia.

Maya DiMeo (a incrível Minnie Driver) é a super-mãe, vista como super intensa por toda a gente, que entrega grande parte da sua vida a garantir que o seu filho com paralisia cerebral, JJ (Micah Fowler), tem tudo o que precisa. Nesta família coabitam também Ray (Mason Cook), o irmão adolescente na fase awkward,  Dylan (Kyla Kenedy), a caçula da família, e, com o papel de ser o facilitador de tudo, temos o patriarca Jimmy (John Ross Bowie).

A série começa com a procura de um cuidador permanente para JJ, até que inadvertidamente, as suas vidas chocam com Kenneth (Cedric Yarbrough), alguém pouco apropriado e sem experiência para a função, mas que cria uma amizade especial com JJ, fazendo aquela ligação funcionar.

O que importa começar por dizer é que, em nenhum episódio, sentimos pena de quem quer que seja. Admiramo-los, rimos com eles, sem que para isso haja a necessidade de endeusar esta família. Eles são profundamente humanos nos erros que cometem, dando uma certa normalidade a uma família que foge ao padrão.

De destacar também os desempenhos de Micah Fowler, JJ, um ator com paralisia cerebral que, para além de ter um carisma enorme, mostra que os obstáculos servem para ser contornados. Depois temos Minnie Driver, com uma interpretação de força e incrivelmente cómica, mas sempre pela positiva – Minnie is Back baby!.

Não vemos Speechless para rir à gargalhada, mas é impossível não sorrir. A série é despretensiosa, engraçada, descomplicada e nada complexa. No fundo, a série serve de analogia para a forma como devíamos lidar com a diferença…com normalidade.

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